Guia do Mac - Parte 2

Data 12/09/2007; 17:30
Autor Fabiane Lima Contato
Comentários 19 comentários
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Antigamente, era possível dizer que Macs e PCs perteciam a plataformas distintas. Hoje, porém, os dois pertencem à plataforma Intel (x86), e as diferenças em torno dos dois tipos de máquinas são quase mínimas.

Eram arquiteturas diferentes: enquanto os PCs usavam (e usam) microprocessadores CISC, os Macs usavam RISC. Até 1994, os computadores da Apple usavam processadores da Motorola, quando trocaram para a linha PowerPC, desenvolvida pela IBM, que vigorou até o PowerPC G5. Em 2005, os PowerPC foram substituídos por chips Intel x86.

Apesar de fisicamente PCs e Macs serem idênticos, ainda são tratados como plataformas. Isso se deve ao fato de que o chip Intel utilizado no Mac possui instruções de hardware que não permitem rodar Windows nativamente nele. Para isso é necessário utilizar o Boot Camp, e utilizar o computador em dual-boot com Windows, por exemplo.

Outra diferença gritante entre Macs e PCs é que o Mac é uma máquina montada. Ele permite personalização, upgrades, porém de maneira mais limitada, mas é mais flexível do que o senso comum nos leva a pensar. Pode ser ruim quando o propósito que se tem para uma máquina é mais específico, mas pense bem: um dos motivos para o Windows ser mais instável e linuxers terem alguns problemas ao configurar seu hadrware é a despadronização. Os desenvolvedores de sistemas operacionais baseados na “plataforma PC” precisam estar atentos para o fato de que cada PC no mundo pode ser completamente diferente de outro, resultando nas mais diferentes combinações possíveis de componentes, e precisam que seu software rodem bem em todas elas.

Mas uma das principais diferenças entre os dois tipos de computadores é, com certeza, o software. Baseado no Unix, o Mac OS X começou a ser desenvolvido em 1997, usando a tecnologia desenvolvida no NextStep, o OS da empresa que Steve jobs criou nos “tempos de exílio” da Apple, e que foi comprada por ela depois que Jobs retornou.

É o sucessor do Mac OS (também conhecido como System), que tinha um gerenciamento de memória fraco comparado aos sistemas atuais. Para se ter uma idéia, a coisa funcionava mais ou menos como pátio de colégio: às vezes um aplicativo mais fortão achava que precisava de mais memória que outro e “roubava” tudo para ele. Os outros, por conta disso, não respondiam, e o usuário precisava sair à cata do aplicativo travado, pois era impossível saber qual o responsável pela confusão. Felizmente, estes problemas acabaram com o Mac OS X, mas ainda é possível vivenciar “aventuras” deste porte com o Classic, aplicativo que emula o Mac OS dentro do Mac OS X, para usuários que estejam em transição da era pré-Unix e pós-Unix (imagem acima).

Logicamente, algum hacker descobriu como rodar o OS X num PC e fazer com que ele deixe de ser exclusividade das belas máquinas projetadas em Cupertino, mas de maneira legal, é impossível comprar uma caixa do sistema e instalá-lo em seu PC.

Por enquanto é isso. Mais sobre Macs no próximo artigo da série, e se você não acompanhou, não deixe de ver o primeiro capítulo da série Guia do Mac.

Referências:
Macintosh - Hardware - Wikipedia
Upgradeabilidade dos Macs - Mario AV
Rodando o Mac OS X em PCs comuns - Blog MacMagazine [fins didáticos]
NextStep

Quem escreveu? Fabiane Lima

Fabiane Lima.

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Comentários

eu ainda gostaria de ter um laptop da “Apple”.
mas comprar aqui no Brasil acho que não vale a pena. embora seja ótimo.

Nossa, muito bom o artigo! :)

Nossa, esse “novo WinAjuda” está ótimo.

Meu sonho “informático” é comprar um laptop top de gama da Apple. Sempre quis experimentar o MAC e acho que se conseguir comprar um só volto ao PC para jogar um jogo de vez enquanto…

Nossa,ótimo artigo! Parabéns Fabiane. :)
Finalmente uma mulher no meio de tantos “cuecas” :lol:
Já se registrou no fórum? :)

Firxter,
Realmente, é dificil achar uma mulher no ramo da informática, mas, é muito bom quando achamos. :)

Bom, li o artigo. Realmente está mto bom, e tudo que a Apple diz sobre o S.O. até onde eu o uso, não peca em nada mesmo. Utilizo a versão hackeada (HACKINTOSH) desde a versão 10.4.4. Hoje estou usando a versão 10.4.8 e pretendendo atualizar para a 10.4.9, pois a 10.4.10 para processadores AMD ainda não está 100% funcional. O S.O. pode ser instalado todo em PT-BR, e a maioria dos softwares Free para ele conta com a linguagem PT-BR. Eu utilizo o iWork’08, Office 2004, os dois em espanhol. Microsoft Messenger, aMule, LimeWire, Firefox, Vlc, tudo funcionando perfeitamente. Atualmente estou usando um A64 3200+ S939 Venice com 1GB DDR 400 Dual-Channel. O sistema roda mto bem. E mesmo antigamente, quando tinha meu Celeron 2.5 S478, com 512mb de memoria, ele não me deixava na mão. A melhor versão lançada atualmente é a do JaS. É a mais compativel com a maioria dos hardwares existentes no mercado. Só precisa ter uma placa compativel e um processador com no mínimo SSE2 para rodar. Eu não abro mão mais dele para utilizar o windows. Só utilizo ele no meu trabalho pois preciso. Mas pra quem utiliza o PC para multimídia, editar textos e navegar na net, o Mac OS X86 é uma ótima opção de S.O. Quem o usar, nunca mais falará que o Linux é o melhor sistema existente no mercado. Pra quem quiser curtir, fica um link de uma screenshot tirada por mim. Se quiserem mais, podem falar q eu amostro pra vocês. Link: http://img204.imageshack.us/img204/6535/imagem1pq1.jpg

pena que as coisas da apple, desde ipod ateh os mac sao caros aqui no brasil… uma pena :/

Anderson Aragão: vc tem algum tutorial para instalar?? tentei uma vez instalar no notebook e so consegui estragar tudo xD
se tiver me manda no meu email? chrystoffer@gmail.com
valeu ^^

Parabéns pelo artigo e pelo site continue assim e sucesso…

Apenas um esclarecimento onde vc diz:
“chip Intel utilizado no Mac possui instruções de hardware que não permitem rodar Windows nativamente nele”

Na verdade o processador intel é o mesmo, o que é diferente é como a bios realiza a carga do sistema operacional, sendo assim é necessário o bootcamp p/ emular a bios do PC e realizar a carga do Windows.

O Windows roda sim nativamente nos computadores Mac, não existe emulação, o que existe é apenas uma emulação p/ inicialização do Windows.

Mais informações em
http://en.wikipedia.org/wiki/Boot_Camp

Anderson Aragão, me da uma ajuda tb, meu email é pirolhe@gmail.com
obrigado.

Manja pouco a Fabiane. =D

Eu mesmo possuo no meu pc o XP, Ubuntu e o Mac OSX86, versão 10.4.7. Uso muito mais o Mac OS para trabalhar, e o XP é pra jogar. O Linux é pra estudar, depois vou tentar o Fedora Core.

Call e Chrystoffer, já mandei um email para vcs.

Muito bom os artigos
Tb queria ter um Mac parece ser show de bola
Também queria saber dessa parada aí de colocar o Mac OSX86 rodando no Windows

chijedo, talvez sim, usando uma máquina virtual, como o virtual pc da microsoft

Valeu pelo link! Só uma observação sobre o Mac OS clássico rodando dentro do Mac OS X. Também não se trata de emulação, é um tipo de virtualização com perda de desempenho negligível nos programas clássicos. Que não rodam dentro daquela caixinha que aparece na captura, mas em tela cheia mesmo, misturados com os softwares modernos. Show de bola.

A virtualização do Windows só funciona nos Macs novos com chip Intel, e a do Mac OS clássico só roda nos Macs anteriores com o PowerPC. Assim, se você tem a necessidade arqueológica de rodar alguma coisa no sistema clássico, ou simplesmente fuçar mesmo, fica até mais negócio dedicar um Mac velho somente para isso.

Quanto ao preço dos Macs, está em curso uma verdadeira revolução. A revenda independente Greenmax derrubou os preços de alguns Macs e a Apple Brasil respondeu derrubando também. O consumidor sai ganhando com a briga.

Mac Os X só nao roda em pcs comums nativamente por conta de que os Macs
usam o EFI e os PCs “comuns” ultilizao a BIOS
instalar ate instala mais quando der o primeiro boot vai dar kernel double panic (Acredite eu ja tentei :P)
mas pra isso que tem o darwin
que traduz a EFI dos Macs Para a BIOS dos pcs entenderem e darem BOOT

abraços

Muito bom o texto da Fabiane! Só para explicar melhor a história dos chips do Mac: quando o primeiro Macintosh foi lançado, o processador era o Motorola 68000, de arquitetura Cisc. O primeiro Mac, de 1984, tinha apenas 128 kbytes de RAM, ROM de 64 kbytes, drive de disquete 3,5″ (foi o primeiro computador a usar esses disquetinhos - e não havia botão de ejetar: para tirar o disquete, tinha que arrastar seu ícone até o Lixo, ou usar um atalho de teclado), não havia HD e o processador rodava a um clock de 8 MHz. Depois as configurações começaram a mudar e os Macs foram ganhando processadores cada vez mais poderosos: 68020, 68030, 68040 - este último com uma variação, o 68LC040, que não tinha unidade de ponto flutuante (FPU), portanto LC pode significar tanto “low cost” como “less coprocessor”. Chegou a ser cogitado o uso de mais um processador da família Motorola 68k no Mac, o 68060, cujo desempenho seria equivalente ao dos primeiros Pentiums (se fosse possível comparar as duas plataformas), mas a idéia foi atropelada pelo consórcio PowerPC, formado por Apple, IBM e Motorola. Na família PowerPC, o design dos chips, agora com arquitetura Risc, era da IBM, a fabricação era da IBM e da Motorola e a Apple entrava com o Mac OS. O primeiro Mac com chip PowerPC foi o Power Macintosh 6100, que chegou ao mercado em 1994. Tinha um processador PowerPC 601 rodando a 60 MHz. A segunda geração do PPC trouxe os chips 603 e 604. O primeiro, destinado às máquinas mais baratas, tinha um desempenho pior que o do 601 rodando ao mesmo clok, porém era capaz de chegar a clocks mais altos (atingiu 300 MHz em 1996). O 604 foi até 350 MHz. Em 1998, já depois da volta de Steve Jobs, vieram os processadores PowerPC de terceira geração. Era o PPC 750, que a Apple chamou de G3. Mais tarde vieram o G4 e o G5, último chip PPC usado no Mac. O que limitava o desempenho dos Macs nos anos 90 era o sistema operacional. O System (depois chamado de Mac OS) ainda era quase todo escrito em código 68k, rodando emulado no PPC. Sem contar que ele ainda não tinha multitarefa preemptiva (a multitarefa era cooperativa) nem memória protegida. O gerenciamento de memória era complicado: a alocação de memória para os aplicativos podia ser definida pelo usuário, assim como a memória virtual, que poderia transformar o Mac numa carroça. Enfim, não adiantava ter a melhor interface gráfica do mundo se o desempenho e a estabilidade do sistema não eram grande coisa. Ao comprar a NeXT de Steve Jobs, a Apple conseguiu dar ao Mac um sistema operacional mais estável, robusto e flexível, tanto que foi portado para Intel sem grandes dificuldades.

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