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KDE 4 - Primeiras Impressões

Data 15/02/2008, 05:00
Autor Felipe Bruni
Comentários 16 comentários

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KDEAntes de qualquer coisa, gostaria de frisar que esta é uma analise bastante simples e amadora do KDE 4, por motivos bastante simples. Ainda estou engatinhando no Linux, e não tenho conhecimento amplo o suficiente para fazer uma analise mais detalhada. Mas como a idéia aqui é apenas apontar algumas novidades do KDE creio que não há problemas. Também fiquei meio limitado pela versão do Kubuntu com o KDE 4. Além de muito bugado (tanto o KDE quanto o Kubuntu, verdade seja dita) a versão disponibilizada pela Canonical não contém alguns aplicativos conhecidos, como o player Amarok.

Desculpas devidamente dadas, vamos as maiores novidades.

Interface

Se alguém achava que o KDE era a cara do Windows agora vai ter certeza. Não que ele seja uma copia completa do sistema da Microsoft, mas é inegável que a quarta versão é a mais “Vista” possível. Semelhanças a parte, a nova interface do KDE vem com algumas novidades interessantes, e outras bastante irritantes. A barra de tarefas agora é preta e trás um gigantesco relógio do lado direito. Não fui muito a fundo no sistema, mas pelo que notei não é mais possível personalizar a barra (pelo menos não com a mesma facilidade do KDE 3).

menuk

Os papeis de parede são muito bonitos, e se integram bem com estilo e cores do KDE, mas as maiores mudanças da área de trabalho estão nos ícones e nos novos Widgets. Agora, por padrão, os ícones trazem um borda escura que fica mais clara ao passar o mouse. Outra novidade é que agora o botão direito do mouse nos ícones da área de trabalho não é mais necessário. Ao mover o cursor do mouse para o ícone, três pequenos ícones aparecem ao lado dele. O primeiro (uma chave de fenda) traz as propriedades do atalho, o segundo (uma seta) eu não descobri pra que serve, e o terceiro é um X, que serve para deletar o atalho. Uma inovação bastante interessante. O tema de ícone padrão agora é o Oxygen, mais elegantes e modernos que o Crystal (que tinha uma aparencia mais infantil), embora este ainda esteja disponível.

menuk (2)

Já os Widgets trazem alguns aplicativos que ficam “flutuando” no desktop. Algo já bastante conhecido pelos usuários do Windows Vista ou do Mac OS X. No KDE eles são chamados de plasmoids, mas não possuem grandes diferenças dos outros sistemas. Há um pequeno ícone no canto superior direito da área de trabalho. Ao levar o cursor do mouse até ele, um pequeno menu surge com a opção de adicionar novos Widgets. O KDE já inclui alguns por padrão, mas acredito que futuramente será possível baixar mais.

menuk (3)

Outra grande novidade do KDE 4 são os efeitos visuais. Agora é possível, sem a necessidade de softwares de terceiro (leia-se Compiz) ter aquelas firulas inúteis na sua área de trabalho. Transparências, efeitos de transição, sombras… enfim. Não tive a oportunidade de testar a fundo por limitação de hardware, mas quem usou garante que, embora bonitos, os efeitos do Compiz Fusion ainda são mais interessantes.

O menu K sofreu uma modificação bastante interessante. Quem já usou o openSUSE ou as versões mais atuais do Mandriva já sabe do que se trata. O menu Kick-off agora é padrão do KDE. Os menus são organizados por categoria e há uma caixa de busca na parte superior.

menuk (4)

Aplicativos

Como era de se esperar, a maioria dos aplicativos do KDE também ganhou novas versões, mas não existem grandes novidades na maioria delas. As mais interessantes, na minha opinião, eu não conseguir testar. O Amarok não veio no LiveCD e o Kopete está extremamente bugado.

Já o Konqueror teve uma mudança significativa. Pra começar, ele não é mais o gerenciador de arquivos padrão do KDE. Parece que a intenção da equipe é investir pesado no Konqueror como navegador Web, embora seja um pouco tarde pra isso. Como navegador ele ganhou melhorias na segurança e principalmente na velocidade, mas falta muita coisa pra se consolidar como um navegador confiável. Apesar das (pequenas) melhorias ele ainda é muito fraco pra competir com o Opera ou o Firefox. O Konqueror, pra mim, continua servindo apenas como um gerenciador de arquivos.

konqueror

Por falar em gerenciador de arquivos, o padrão agora é o Dolphin. Apesar de bastante poderoso o Dolphin pode confundir quem está bastante acostumado com o Konqueror. Ele é bastante configurável, podendo ter um visual totalmente clean, ou com várias colunas. Digamos que ele ganhou um “que” de Windows Explorer. É mais fácil visualizar arquivos e imagens, aumentar e diminuir ícones. Mas pra quem não acostumar, é possível continuar usando o Konqueror como gerenciador padrão.

dolphin

Os jogos do KDE também foram reformulados para atender o novo visual do sistema.

Considerações finais

O KDE evoluiu bastante, tanto no visual quanto na velocidade (umas das maiores críticas). Mesmo do LiveCD ele roda relativamente bem, ainda mais se tratando da primeira versão (4.0.0) A expectativa é que até o KDE 4.1 a velocidade melhore ainda mais. Por outro lado, não sei se por culpa do KDE ou do Kubuntu, ainda existem muitos bugs chatos a serem corrigidos. Coisas que podem parecer pequenas, mas que com o decorrer do uso chegam a irritar. Se eu fosse optar pelo Linux hoje, continuaria com o KDE 3 pelo menos até que a nova versão esteja um pouco mais madura.

Também achei que o KDE 4 tirou um pouco a liberdade do usuário. Antes era possível mover a barra, trocar a cor, deixá-la transparente. Agora a barra é fixa (pelo menos aparentemente) e não encontrei mesmo uma opção onde eu pudesse personalizá-la. Em resumo o KDE 4 está bem melhor e definitivamente no caminho certo. Parafraseando a Microsoft e o Windows Vista… Wow!

Se antes eu já achava o KDE melhor que o Gnome, essa versão veio para comprovar isso de vez. É melhor a equipe do Gnome se mexer rápido ou vai ficar pra trás.

Quem escreveu? Felipe Bruni

Felipe Bruni. Meu contato mais intenso com a informática foi com meu primeiro computador pessoal, um Pentium 100 com 16 MB de RAM rodando Windows 95. Tive algumas experiências antes disso mas nada muito profundo. Minha paixão pela informática e tecnologia começou na tentativa de arrumar meu próprio computador sem ter que recorrer ao meu pai (e seus puxões de orelha). Não me considero expert no assunto mas faço o que posso. Tenho conhecimento avançado em Windows e básico em Linux. Juntando minha paixão pelo jornalismo com a paixão pela informática, saiu esse projeto de colunista que vocês acompanham aqui.

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Comentários

o kde4 com o devido tempe e debugging vai ser excelente, principalmente pois pelo que me parece ainda ficou mais leve que o anterior kde.

Quanto á seta nos icones do ambiente de trabalho…é para rodar os icones, podemos agora por os icones mesmo de pernas para o ar :P

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Agora me deu vontade experimentar KDE novamente. :D

Tenho um CD do Kurumin bem antigo (acho que é de 2004), e a última vez que mexi num KDE foi com ele. Guardei experiências horríveis do Kurumin, tanto que deve fazer mais de um ano que joguei esse CD para o fundo da gaveta. :P

Ano passado experimentei GNOME (Ubuntu 7.04) e só tive surpresas positivas. Mas ainda quero voltar a usar KDE. Só vou esperar mais algumas atualizações por causa desses bugs chatos que você relatou…

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@ Ricardo

Obrigado pela explicação! Mas nessa versão que eu testei não funcionou :/ E olha que eu tentei exaustivamente clicar no icone da setinha! hehehe

@ Elemento_CM

Minhas primeiras experiências com o KDE também não foram das melhores. Mas depois no KDE 3 ele deu uma melhorada absurda. O 3.5 é super estável. Eu só estou esperando a equipe corrigir alguns bugs pra voltar a usar Linux. Até pensei em instalar agora, mas prefiro esperar as distros que já vão vir com o KDE 4 “de fábrica”.

[]’s

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[...] e todos os créditos: Guia do PC [...]

É bem legal essa analise apesar de simples é bem objetiva e explicada estou muito ansioso com o KDE4 mas estou a espera dele na nova versão do Mandriva 2008.1 ja que a distro que sou mais favorecido quem sabe ele virá com o novo Amarok mas é bom esperar, assim como qualquer programa ou sistema sempre que é lançado ainda tem muito o que fazer para melhorias e estabilidade.

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@ Felipe Bruni

é preciso clicar e arrastar o rato, pelo menos com o teste que fiz no opensuse 10.3 com o kde4 … mas pode ser um bug no Kubuntu Live.

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@ Ricardo Ribeiro

Confesso que não tentei arrastar! Obrigado pela informação!

[]’s

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[...] Baboo [...]

As minhas primeiras impressões são ruins. Sou usuário do KDE antigo. A barra de menu, não sei mais diminuir de tamanho, gosto pequena, ela esta ENORME. O ícone do kmenu quero usar do lado direito, pois uso o mouse como sinistro(canhoto), não sei como. O menu que aumentar de tamanho como faço com o do SUSE, não sei como. Não sei mais colocar um ícone link na area de trabalho. O kmenuedit não funciona. O painel de controle não consigo mudar o Gerenciador de Login, mesmo como root. Não sei corrigir o relógio. Isto me lembra quando foi inventado o HTML, fácil de usar. Aí vem os “espertos” e complicam tudo. Deveriam te lançado antes um tutorial, ainda não vi. A única coisa que gostei foi o ícone de conexão de algum periférico, tal como o pendrive.

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E onde acho o download para LInux KDE x64?

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Quando será que vai sair o KDE 5?? … porque definitivamente o 4 não agradou.

Trabalhar ou manipular o menu, a barra de tarefas é algo simplesmente improdutivo, quando não é impossível.

O menu é horrível, extremamente lento para se achar o que se quer e confuso.

Com relação a velocidade, é verdade. Parece ser bem mais rápido que o 3, contudo o tempo de aprendizagem não sei se valerá a pena.

Estou decepcionado. Pelo tempo que demoraram para lançar a distribuição, esperava MUUUUUUITO mais.

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Gente, paciencia. O KDE 3 quando foi lançado também não era nenhuma maravilha. Trazia novidades mas ainda faltava muito. Ele só passou a ser o que é hoje depois do KDE 3.5. O KDE 4 é excelente exceto por esses pequenos detalhes já citados. A cada nova versão lançada novas correções são feitas e novos recursos adicionados.
Acredito que até o KDE 4.1, ele já esteja completamente utilizável.

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O KDE 4 realmente ficou melhor. O que achei mais interessante ( e que com certeza muitos usuários estranharam) é que agora só existem plasmóides na área de trabalho! Isso mesmo! Tudo que você vê são plasmóides: o menu, o relógio, a área de notificação, tudo. Se salvar um arquivo no Desktop, ele não vai aparecer lá. O que aparece, nesse caso, é um plasmóide que aponta para o arquivo. Remover o plasmóide não remove o arquivo. Verifique com seu gerenciador de arquivo que ele ainda está lá. Não gostou do menu padrão? Tem outra opção de plasmóide de menu disponível que se assemelha ao antigo. Basta trocar, arrastando para onde quiser. Achei a idéia sensacional, embora tenha um caminho a percorrer rumo a maturidade. A idéia já foi lançada, só falta mesmo amadurecer. Eu gostei, mas meio mundo de gente vai detestar.

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Utilizei o KDE 4 por alguns dias, porém não mais que uma semana, achei ainda muito verde pra uso e produtividade. Ainda prefiro o 3.5, mas aqui estou com o Gnome e bem contente. Agora achei interessante a idéia do pessoal em renovar o KDE, aliás desde as primeiras versões sempre que mudavam os usuários tinham que se reacostumar com as novidades!

Muita gente se queixa, reclama mesmo!

Dias atrás me recordava da época que começei a testar o Ximian Gnome, até então eu não tinha um navegador de arquivos que fizesse miniaturas de meus arquivos de imagens, o nautilus revolucionou na época o meu jeito de trabalhar!

Quando o KDE 4 ficar mais maduro darei um tempo e testarei aqui tbm!

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O KDE 4 está realmente melhor.
Instalei a versão 4.1 no meu Goblinx 2.7 usando pacotes do Slackware 12.

Falta ainda uma melhora para PCs com pouco processamento, como o meu.
Há algumas tarefas que simplesmente não terminam. Ficam carregando eternamente…
O Konqueror está ótimo como navegador web, mas o motor está lento. Por que não substituem o KHTML pelo seu “irmão” menor, o WebKit?

É uma versão bem completa e melhor que o 4.0, mas ainda tem caminho a percorrer.
Já é o meu default.

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Olá. Então é isso!?
Fui cotratado para ensinar linux em uma escola, e me surpreendi ao encontrar o novo menu K. Não gostei. Os alunos, todos inexperientes, passam o maior trabalho para localizar algo nele. O problema é “apontar com o muse em cima da setinha da barra de rolagem para acionar um programa que está mais abaixo na lista”. Detestei! Tentei encontrar um meio de voltar ao antigo menu, não consegui. Tem como? Aquele velho e bom é mais prático! Por que tiraram ele? Era muito cara de Windows? Para quem já tem alguma experiência com informática até é aceitável, mas como esses caras esperam um dia popularizar o Linux com atitudes dessas? Ou o desejo é deixar “elitizado”? Sim, por que “fazemos parte de uma elite” - leia-se “pessoas que tem muito ou algum mínimo conhecimento de Linux” - já que segundo estimativas somos (usuários Linux) 5% dos usuários de PCs no mundo, e ainda temos que divir isso com os usuário do MacOS…Creio que não era essa a intenção de Torvalds lá em 1991.
Abraços!

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