Vamos todos para o céu?
23/11/09
Nunca se falou tanto de “computação na nuvem” ou “cloud computing” em inglês. Matérias na TV, jornais, Internet etc. falam maravilhas sobre a “nuvem”. Mas será mesmo que no futuro todas as aplicações e até sistemas operacionais vão rodar na “nuvem”? Antes de responder esta pergunta, vamos explicar primeiro alguns conceitos sobre computação na nuvem.
Quando falamos de computação na nuvem estamos nos referindo ao uso da Internet para realização de algumas tarefas que seriam normalmente executadas no nosso computador. Se quisermos rodar uma determinada aplicação que precise de investimentos em uma nova máquina, ao invés de investirmos em um servidor para nossa empresa ou num computador novo para nossa casa, contratamos capacidade de processamento de um provedor de serviços na Internet. O termo “nuvem” é utilizado para designar a Internet e os serviços disponíveis na mesma.
O conceito de “cloud computing” não é novo. Podemos dizer que é uma evolução que vem desde os primeiros “mainframes” e da computação cliente servidor. Porém, com o aumento da velocidade de conexão à Internet, hoje é possível oferecer serviços que antigamente só podiam ser executados em redes locais. Quase sempre quando se fala de “cloud computing” a Internet é usada como exemplo, mas é bom lembrar que o conceito pode ser usado em “Intranets” das empresas. Neste caso é o que se chama de nuvem “privada” ou interna. A Internet é chamada de nuvem “externa”.
Atualmente, quem mais pode aproveitar os recursos da computação na nuvem são as empresas. Imagine que você tem uma pequena empresa que faz análise matemática do comportamento das ações no mercado financeiro. Este tipo de análise requer um poder computacional bastante elevado, mas que não será usado 24 horas por dia, 7 dias por semana. Fica difícil para uma pequena empresa adquirir um computador robusto para realizar estas análises, pois o custo seria alto e na maior parte do tempo o computador ficaria ocioso. Com a computação na nuvem, esta empresa pode contratar um provedor que fornece o poder computacional necessário e cobra pelo tempo de uso do mesmo. Isto permite que até pequenas empresas possam competir em pé de igualdade com os gigantes do setor.
Mas, e o usuário doméstico? Será que ele não poderá levar vantagem com a computação na nuvem? Por que não rodar todos os programas e até o sistema operacional na Internet? Neste ponto é bom lembrar que equilíbrio é a palavra chave. Não creio que no futuro TODOS os programas rodem da “nuvem”. Aliás, este conceito é conhecido como SaS, ou “Software as a Service” – Sotfware como serviço. É muito mais razoável admitir que teremos algumas aplicações rodando localmente em nosso micro e outras rodando na Internet. Seria até desperdício jogar fora a capacidade de processamento dos microcomputadores modernos.
Estou escrevendo esta coluna depois de ter participado do PDC – Professional Developers Conference da Microsoft. O PDC é o principal evento de desenvolvedores da plataforma Windows. Um dos principais anúncios deste PDC foi o lançamento da plataforma Microsoft para cloud computing, chamada de Windows Azzure. Isto mostra a importância do tema para a empresa. Como eu já disse, em minha opinião, o equilíbrio é importante e tenho que admitir que a forma com que a computação na nuvem é abordada pela Microsoft parece bastante correta. Como exemplo, podemos citar que no novo Visual Studio (principal ferramenta para criação de programas na plataforma Microsoft) o desenvolvedor pode escolher se que gerar um programa para rodar localmente ou na nuvem apenas com um clique no mouse.
Eu aposto num equilíbrio de forças entre computação local e na nuvem. Só o tempo dirá se vou ganhar esta aposta ou não. Até a próxima coluna!






há 3 meses atrás
o Cload Computing só vai dar certo aqui e no mundo quando houver internet decente e estável no mundo inteiro.
há 3 meses atrás
Pelo menos no Brasil e em países onde a velocidade de conexão é precária, essa onda não pega (ainda).
Mas, prefiro ter meus dados perto de mim do que “nas nuvens”. É o que eu acho.
Fui.
há 3 meses atrás
O cloud já é uma realidade. Não é uma questão de “vai dar certo”.
Ubuntu One é um grande exemplo.
Todos os serviços Live (office live aplications, messenger, livemail, etc, etc) da Microsoft são outro grande exemplo. Os datacenters que a MS montou mundo afora (6 no total) são gigantescas fazendas de servidores. Cada um tem a area equivalente de 8 campos de futebol. Cada uma com centenas de containers como os do texto do Cambiucci http://blogs.msdn.com/wcamb/archive/2009/11/23/pdc09-um-resumo-sobre-o-evento.aspx. Hoje a MS tem a maior banda de conexão com a internet.
O tão falado Chrome OS é um outro exemplo, bem como os serviços do gmail, wave, até orkut. Os número exatos são desconhecidos, mas a estrutura é bem proxima da MS, porém com mais datacenters “terceirizados”.
A tecnologia avança a passos muito largos, se falassemos 12 anos atras que o Brasil chegaria a 168 milhões de celulares antes de 2010, provavelmente seriamos amarrados com camisa de força.
há 3 meses atrás
Acho que precisa mais investimentos na infraestrutura da rede. Se o seu computador falhar, apenas você ficará sem usar os seus programas, mas se a rede caí, será várias pessoas que não poderão usar seus programas na nuvem.
há 3 meses atrás
Se for para pagar para ouvir música, ver filmes ou vídeos, sou muito mais pagar para ter o conteúdo no meu PC do que na nuvem. Vai que fico sem internet…
Principalmente aqui no Brasil, onde a maioria das conexões é uma merda (vide Oi Internet).
há 3 meses atrás
94% dos brasileiros (ainda) possuem conexão discada (Link – Folha de São Paulo / Folha da Tarde)
os outros 6% reclamam do LIXO da telefonica, net virtua, etc…
No Brasil não há infra estrutura para este tipo de serviço, e se depender da m…. da telefonica (speedy-lixo) não haverá tão logo
Estabilidade mesmo é com a discada mesmo: é 5,4kB/s (downloads) e não menos que isso, as vezes chega estabilizar em 5,98kB/s – isto é Brasil, minha gente !!
Resumindo: “cloud computing” só se for no Japão ou EUA
há 3 meses atrás
#2
Mas, prefiro ter meus dados perto de mim do que “nas nuvens”. É o que eu acho.
há 3 meses atrás
Bobagem total.
Prefiro ter os meus dados confidencias ou não apenas no meu micro sendo processador pelo poder de processamento do mesmo sem depender de internet.
Para os que são favoráveis, sugiro que pense na idéia de comprar um 386 e contratar um provedor para rodar suas aplicações pesadas… talvez saia mais barato e seus dados sejam comercializados sem você saber.
há 3 meses atrás
Larry Ellison:
“When is this idiocy going to stop?”
há 3 meses atrás
Eu tenho meus dados na nuvem e no meu micro.
Ainda não confio totalmente.
Eu acho que já estamos na nuvem. É só olhar os serviços do Google (Amazon etc.) que muita gente usa. Isso já é a nuvem.
há 3 meses atrás
A nuvem é boa? Sim. Mas mesmo assim, não acho que ela seja a solução de tudo/seja confiável. Por exemplo, vejamos um caso de um tempinho atrás… Microsoft e T-Mobile perderam TODOS os dados de usuários de smartphones Sidekicks. TODOS. Imagine o que é perder emails, contatos… Esse exemplo mostrou como a nuvem ainda não é segura. Enquanto problemas como esses acontecerem, ainda continuarei confiando mais em guardar tudo comigo, e não única e exclusivamente na nuvem. Porém, enquanto isso, vamos sentar e aguardar pra ver se a nuvem será ou não a solução.
há 3 meses atrás
A nuven ainda nao eh segura, e nunca sera segura, nao ha privacidade na rede, qualquer um com conhecimentos em rede estudando profundamente pode invadir e roubar tudo.
E olha que sequestro de arquivos eh coisa antiga!!!
há 3 meses atrás
Pensando bem é um boa esse negocio de ter dados valiosos em qualquer lugar que nao se faz idéia, da pra ganhar muita grana… acho que agora começo a perceber que é uma idéia genial (se nao fosse tao idiota tmb)
há 3 meses atrás
PQP, quanta merda se fala quando não se conhece NADA sobre um assunto.
há 3 meses atrás
É impossível apostar totalmente nas nuvens. Tudo bem que seja uma tendencia, mas não da pra apostar tudo nisso. O ideal é um sistema que saiba mesclar o melhor dos dois, e é por isso que eu acho que o Chrome OS está indo para o caminho errado.
O sistema que mais se aproxima dos dois mundos hoje é o Mac OS X, que há bastante tempo já oferece serviços como o Mobile Me (que já é oferecido muito antes da tal “nuvem” se tornar uma moda) além de boa integração com gadgets (só os da Apple, claro), mas já vimos avanços no Windows com o Skydrive (embora ainda não seja algo que esteja atrelado ao sistema) e com o conceito do Azzure, e no Linux com o Ubuntu One (não sei se já existe alguma outra distro com serviço semelhante).
há 3 meses atrás
Eu tb concordo, recentemente a Canonical e a Google se uniram para dividir idéias. O futuro que a gente vê nos filmes de Ficção Científica começa… agora.
Computadores interligados e telas touchscreen. Eu aposto que em 2030 tudo isso que vemos nos filmes vai virar uma realidade, não igual, mas bem proxima
há 3 meses atrás
A tendência é construirmos nossos sonhos e tornarmos em realidade nossas fantasias (eu vi o futuro baby e ele é passado), mas você tocou num ponto interessante “a Canonical e a Google se uniram para dividir idéias.” tem de tomar cuidado para nao dividir muito e ficar fraca. há meu ver eles estao ditando (ditadura) uma tendência que talvez seja mais conveniente aos interesses deles e supervalorizando uma coisa sem muita importancia.
há 3 meses atrás
Caraca, como vc é burro.
há 3 meses atrás
Antes burro a leviano, o dia que eu resolver falar de informática/eletrônica, dirigiria-me a outro tipo do publico.
A meu ver um cara que perde seu tempo em criticar comentários dos outros é um frustrado e especialmente nesse post, uma critica mostra total falta de bom senso e alienação e nao foi intenção dele fazer com que tipos assim se manifestassem.
há 3 meses atrás
Isso é talvez um sim ou não, niguem sabe mesmo se existe céu ou inferno
Talvez algumas coisas da bíblia são falsas e algumas verdadeiras.
há 3 meses atrás
Oh really?
há 3 meses atrás
Se sao verdadeiras ou nao ninguém ira saber em vida, mas uma coisa é certa, ganha-se muito dinheiro com suas mais diversas interpretações e utilização.
Ja reparou que todos acreditam em Deuses, mas quando alguém diz que viu eles o mandam para o manicômio? Der mensch ist einer witzbold, mann.