Quarta, 3 de dezembro de 2008 Textos via RSS Comentários via RSS Textos por e-mail Celular

Core i7: 10% mais desempenho em jogos

Data 26/09/2008, 22:56
Autor Artur Carsten
Comentários 5 comentários

Comentários   Compartilhar

Prometido ainda este ano, a nova série de processadores da Intel, os Core i7, pelo que parece, não deve melhorar muito a performance em jogos. Se você estava esperando que eles fizessem algum milagre, pode tirar o cavalinho da chuva.

Fazendo uma síntese dos primeiros testes com a nova chapa de processadores da Intel, o ganho de performance na maioria dos jogos atuais não foi superior à 10%. Entre esses jogos estão Crysis - o carro-chefe dos testes de hardware -, Call of Duty 4 e S.T.A.L.K.E.R. Clear Sky.

Na verdade, a questão não seria os novos Core i7, mas sim o modo de como os jogos estão sendo programados. Atualmente, poucos títulos possuem suporte total à processadores binucleares, quem diria então quad-cores. Muitos ainda têm sua programação focada nos processadores de apenas um núcleo. Analisando esse lado, fica fácil perceber como o poderio dos processadores atuais são desperdiçados pelas desenvolvedoras de jogos.

Estima-se que nem 60% da capacidade total deles sejam aproveitada. É por isso que processadores dual-cores ainda são a moda atualmente, já que não faz sentido pagar caro num processador de ponta que não vai ser totalmente utilizado. Tanto é que hoje em dia faz muito mais diferença uma placa de vídeo do que o processador em si, exatamente o argumento que a NVIDIA usava para provocar a Intel, há um tempo atrás.

É interessante enfatizar que jogos produzidos para consoles praticamente utilizam toda a capacidade do processador, ao contrário daqueles feitos para PC que, em geral, não são otimizados para multi-cores.

Vale lembrar que os Core i7 terão 4 núcleos e 8 threads via Hyper-Threading, baseados na arquitetura codenome Nehalem.

Quem escreveu? Artur Carsten

Artur Carsten. Em 2001, ocorreu meu primeiro contato com a informática, ainda em um cursinho de informática no colégio. Mais tarde, ganhei meu primeiro computador, um Pentium III 700 MHz, 64 MB de RAM e Windows 98. Comecei a explorar de ponta a ponta tudo que aparecia na tela e aprendi coisas que, alguém da minha idade naquela época, não tinha a menor idéia. Após ter conseguido acessar a Internet pela primeira vez, em uma conexão discada, ficava apenas jogando aqueles games de sites infantis, que mais tarde descobri que não passavam de simples joguinhos feitos em Flash. A partir de 2005, comecei a me interessar por fóruns e me cadastrei em vários. Cheguei a ser moderador global e editor de um grande portal de e-Games, que hoje já está extinto. Tenho um bom conhecimento sobre jogos e GPUs e como passatempo, gosto de produzir notícias e análises sobre os mais variados temas.

Textos relacionados
Comentários

“……É interessante enfatizar que jogos produzidos para consoles praticamente utilizam toda a capacidade do processador”

Isto sem exceção, desde a era 8 bits

Para PC depende crucialmente além da VGA,a qualidade da placa mãe e memórias

[Responder]

agora sim, mas demora uns 2 anos pros desenvolvedores aproveitarem toda a capacidade dos consoles. É só ver a safra do primeiro ano pros dos anos seguintes.

[Responder]

o título dá a entender que um jogo tipo o crysis só usará 10% do processador, deixando 90% de lado, isso é o que vai acontecer mesmo? Ou pelo q entendi, o ganho de performance foi de apenas 10% ? o_o

[Responder]

Sim, o título tinha ficado ambíguo mesmo.

De qualquer maneira, já foi alterado. Obrigado pelo toque ;)

[Responder]

Acho que por isso é tão complicado se obter um resultado satisfatório
ao jogar games como Crysis e semelhantes… A placa de vídeo ainda faz
toda a diferença!!!

[Responder]

Envie um comentário