Evento reunirá governos, indústria e especialistas para discutir como novas tecnologias estão mudando operações de segurança, defesa e inteligência
A inteligência artificial deixou de ser uma promessa para se tornar uma das principais ferramentas de apoio às operações de segurança pública e defesa. Da análise preditiva de ocorrências à coordenação de centros de comando e controle, passando pelo uso de drones, visão computacional, plataformas de inteligência e cibersegurança, a transformação digital já influencia a forma como governos e forças de segurança atuam em todo o mundo.
É nesse contexto que acontece, entre os dias 11 e 13 de agosto, em São Paulo, o COP International 2026, considerado o principal encontro latino-americano voltado à integração entre Segurança Pública, Defesa, Inteligência e Tecnologia. A expectativa é reunir mais de 20 mil participantes, mais de 80 empresas expositoras de oito países e representantes de ministérios, forças policiais, Forças Armadas, centros de pesquisa e empresas de tecnologia.
O crescimento do evento acompanha uma tendência mundial. Nos últimos anos, governos passaram a ampliar investimentos em tecnologias capazes de aumentar a capacidade de prevenção, análise de riscos e resposta a incidentes. Soluções baseadas em IA, Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem, análise massiva de dados e automação vêm sendo incorporadas tanto às operações policiais quanto às estratégias de defesa e proteção de infraestruturas críticas.
IA ganha protagonismo na segurança pública
Uma das principais novidades desta edição será o DTech, congresso dedicado exclusivamente às tecnologias aplicadas à segurança pública, defesa e gestão governamental.
A programação abordará aplicações práticas de inteligência artificial, cibersegurança, plataformas de comando e controle, cidades inteligentes, automação e produção de inteligência, temas que vêm ocupando espaço crescente nas estratégias de modernização dos órgãos públicos.
Mais do que apresentar soluções tecnológicas, o objetivo é discutir como essas ferramentas podem apoiar decisões operacionais, otimizar recursos públicos e ampliar a eficiência das corporações.
Tecnologia precisa caminhar junto com experiência operacional
Outro diferencial do evento é aproximar quem desenvolve tecnologia daqueles que a utilizam diariamente.
Mais de 40 especialistas nacionais e internacionais participarão da programação, incluindo representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Fundo Nacional de Segurança Pública, International Association of Chiefs of Police (IACP), secretários estaduais de segurança e comandantes das Polícias Militares.
A proposta é compartilhar casos reais, experiências práticas e estratégias de inovação capazes de acelerar a modernização das instituições responsáveis pela segurança pública.
Ecossistema reúne governo, indústria e academia
Além dos debates, o COP International funciona como um ambiente de conexão entre fabricantes de tecnologia, integradores, pesquisadores, universidades e gestores públicos.
Estão confirmadas delegações do Ministério da Defesa, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Civis, Polícias Militares, Guardas Municipais, órgãos de inteligência e diversas entidades representativas do setor.
Esse ambiente colaborativo tem favorecido a adoção de novas tecnologias pelas corporações, ao mesmo tempo em que aproxima empresas das necessidades operacionais do setor público.
Segurança também impulsiona inovação
Além do conteúdo técnico, o evento tornou-se um importante ambiente para geração de negócios.
Segundo a organização, a edição anterior movimentou mais de R$ 100 milhões em negócios diretos envolvendo fabricantes, empresas de tecnologia e órgãos públicos. Para 2026, a expectativa é ampliar esse volume com a expansão da área de exposição, o lançamento do DTech e a realização simultânea da COMABE, encontro voltado à gestão de materiais bélicos e logística das Polícias Militares.
Criado em 2021, o COP International consolidou-se como um dos principais fóruns latino-americanos de tecnologia aplicada à segurança pública, refletindo uma tendência cada vez mais evidente: o futuro das operações de segurança depende da integração entre inteligência artificial, análise de dados, automação, conectividade e cooperação entre governos, academia e indústria.






