Conheça mais sobre a IBM
06/04/09
Ficha

- Nome: International Business Machines Corporation (IBM), “The Big Blue”;
- Slogan: On Demand Business;
- Ramo: Hardware, software, serviços de TI;
- Sigla DOW (NYSE): IBM;
- Fundador(es): Herman Hollerith;
- Ano de fundação: 1896;
- Sede oficial: Armonk, Nova York, Estados Unidos da América;
- Área de atuação: Mundial (cerca de 170 países);
- Funcionários: 398.445;
- Filial no Brasil: Sim;
- Receita anual: US$ 103,6 bilhões (2008) / R$ 248,8 bilhões (US$ 1 = R$ 2,29)
- Valor da marca: US$ 33,5 milhões (2007)
- Principal produto: Soluções diversas em TI
- Diretores: Samuel J. Palmisano (Presidente), Mark Loughridge (Vice-presidente e Diretor Financeiro), Nick Donofrio (Vice-Presidente de Tecnologia e Inovação), Ricardo Pelegrini (Presidente da IBM Brasil), Rogério Oliveira (Presidente da IBM na América Latina);
- Site: ibm.com, ibm.com.br
De uma minúscula fábrica de cartões perfurados, passando por indústria bélica durante a Segunda Guerra e a criação do primeiro computador pessoal, chegando à uma das maiores companhias de computadores que o mundo já viu. Sem dúvida alguma, o apelido que a IBM carrega não é em vão ou dado de forma exagerada. A “Gigante Azul” em seus mais de 100 anos de história já fez contribuições inestimáveis ao avanço da tecnologia durante o último século, e hoje luta para sobreviver entre companhias igualmente poderosas.
Depois de um árduo trabalho de busca, tradução e adaptação da equipe do Guia do PC, o histórico que você vai ler a seguir, apesar de longo (afinal, estamos falando de uma empresa com mais de um século de existência!), reúne fatos e curiosidades que temos certeza que você não conhecia até agora sobre a IBM e o passado de ouro da tecnologia. Boa leitura!
Histórico
Final do século XIX. O estadunidense Herman Hollerith, preocupado com a demora para a realização do censo de 1890, funda a Tabulating Machine Company (TMC), empresa especializada na produção de cartões perfurados – precursores dos pentes de memória atuais -, em 1896. Por meio da perfuração desses cartões, processos que demandavam uma grande mão-de-obra, como a contagem da população, por exemplo, ficavam mais fáceis. Tal criação levou a rápida ascenção da Tabulation Machine Company que viria a se tornar, anos mais tarde, a IBM.
Os principais lucros da inovadora TMC vieram da realização do censo norte-americano de 1900. Quando a contagem foi terminada, a companhia se ocupava com a venda de máquinas de tabulação à empresas privadas, além do aperfeiçoamento de seu equipamento. Em 1911, com 51 anos, Hollerith estava ficando com a sua saúde debilitada e teve que vender o empreendimento por US$ 2,3 milhões ao americano Charles Flint, formando a Computing Tabulation Recording Corporation (CTR), localizada em Endicott, Nova York, Estados Unidos.
Flint dividiu a CTR em 4 diferentes companhias: a Tabulating Machine Company, a International Time Recording Company (em 1900), a Computing Scale Corporation (em 1901) e a Bundy Manufacturing Company (em 1889). Esse aglomerado produziu uma variedade enorme de produtos, desde balanças e cortadores de carne, até equipamentos precursores dos computadores, como o cartão perfurado.
O nome IBM só veio em 1917, quando a CTR entrou no mercado do vizinho Canadá sob o nome de International Business Machines Company Lmtd. Com os bons resultados obtidos com os canadenses, a IBM fundou em 1917 uma companhia independente: a IBM World Trade Corporation, responsável por gerenciar as atividades da empresa ao redor do mundo. Em 1920, o governo brasileiro resolveu contratar os serviços da IBM para realizar o censo do mesmo ano. Tal contrato originou a primeira filial da Big Blue fora do território norte-americano, localizada no Brasil.
Em 14 de fevereiro de 1924, o nome do aglomerado passou a ser, definitivamente, International Business Machines Corporation, ou IBM, gerenciado por Thomas J. Watson Jr. que havia assumido o comando em 1914 após a saída de Flint. Nos próximos anos, a IBM continuou a crescer firme, mesmo com a Grande Depressão em 1929. Graças à IBM World Trade, os esforços da gigante azul foram expandidos por vários países do mundo, fechando contratos com diferentes governos para a realização de serviços em territórios estrangeiros.
Com o surgimento da Alemanha Nazista e o início da Segunda Guerra Mundial, as relações exteriores da IBM foram profundamente afetadas o que levou a companhia a trabalhar para o esforço de guerra aliado. Com suas fábricas a disposição do governo dos Estados Unidos, a IBM iniciou a fabricação de armas, como o Browning Automatic Rifle e o M1 Carbine, além de ajudar na produção de equipamentos logísticos destinados às tropas aliadas em guerra. Durante o Projeto Manhattan para a criação das primeiras bombas atômicas, a IBM forneceu suas máquinas de cálculos por cartão perfurado aos cientistas do programa nuclear, além de também criar o Harvard Mark I, o primeiro computador digital do mundo, destinado à marinha dos Estados Unidos.
Em 1950, a IBM fechou contrato com a Força Aérea dos EUA para construir o SAGE – Semi Automatic Ground Environment – um radar automatizado (ou quase) de defesa aérea que teria sua fase de pesquisa e testes feita no MIT – Massachussetts Institute of Technology. O SAGE foi o primeiro sistema a integrar um visor digital, memória, luzes, linguagem algébrica funcional em um computador, um conversor analógico-digital e vice-versa, transmissão de dados via linha telefônica, multi-processamento e redes. A IBM empregou 7.000 de seus funcionários (20% de sua força de trabalho na época) no desenvolvimento de 56 computadores SAGE, cada um custando US$ 30 milhões ao Deparamento de Defesa norte-americano. Com o sucesso de seus serviços, a IBM se baseou no SAGE para construir o SABRE, sistema de gerenciamento de linhas aéreas feito para a American Airlines, o qual teve muito mais sucesso comercial.
Na década de 1960, com o lançamento do IBM System/360 – primeiro computador de mainframe, com incríveis 8MB de memória e 256KB de armazenamento, para uso comercial e científico – a IBM torna-se a maior companhia de computadores do mundo, produzindo 70% de todos os computadores da época, competindo com outras 7 empresas: UNIVAC, Burroughs, NCR, Control Data Corporation, General Electric, RCA e Honeywell. Muitos costumavam descrever essa concorrência (ou massacre) como “a IBM e os Sete Anões”.
Na década de 1970, alguns desses concorrentes enfrentaram problemas e tiveram que ser vendidos à outras companhias, sobrando apenas a IBM e os “BUNCHs” – Borroughs, UNIVAC, NCR, Control Data e Honeywell. A concorrência chegou a tal nível que a IBM foi processada por monopólio e deslealdade em 1973, o que a obrigou a fazer as vendas de softwares independentes da venda de hardwares. De 1971 a 1975, a IBM tentou bolar uma linha de produtos tão revolucionária que tornaria obsoleto todos os equipamentos da época, para reestabelecer a supremacia abalada pelo processo de monopólio. Conhecido como o projeto Future System, foi logo cancelado em 1975, apesar de ter empregado uma grande mão-de-obra em seu planejamento. Suas idéias, entretanto, ajudaram a IBM em futuros projetos.
Na década de 80, a IBM contratou o engenheiro Don Estridge que, juntamente com o time apelidado de “Project Chess”, construiu o primeiro computador pessoal, o IBM PC, talvez a mais importante criação e colaboração da Big Blue para a tecnologia atual, quando a computação migrou de máquinas enormes e caras para o ambiente doméstico. Desenvolvido no mítico T-REX Technology Center, e lançado em 12 de agosto de 1981, o IBM PC saiu custando US$ 1.565 – um valor bem alto para os padrões da época. Até 1989, a gigante azul continuou a desenvolver vários outros mainframes para manter o mercado atualizado e bem abastecido. Vale lembrar também o término do desenvolvimento do BICARSA – Billing, Inventory Control, Accounts Receivable & Sales Analysis -, grupo de aplicações destinadas à indústrias de construção (CMAS), distribuição (DMAS) e matérias-primas (MMAS), todos escritos na linguagem RPG II, no final desta década.
A IBM iniciou a década de 90 com bons resultados. As pessoas estavam deixando de lado a computação por mainframes e migrando para o prodigioso PC. Não demorou para que as atenções da corporação se voltassem ao mercado de desktops e não mais aos computadores gigantes. Em outubro de 1992, a IBM anunciou a série de produtos ThinkPad, começando com o 700c, o primeiro laptop do mundo. Tal novidade teria o custo elevado de US$ 4.350 e seria composta de um processador Intel 80486SL de 25MHz, uma tela de 10.4 polegadas, HD removível de 120MB, e 4MB de memória RAM (expandível até 16MB).
Após quase uma década de encolhimento do setor de vendas de mainframes, empresas ganhando mais destaque e o cessamento de novos produtos da IBM trouxeram nada mais, nada menos que o maior prejuízo já registrado em um ano em uma empresa dos EUA: a perda de US$ 8,1 bilhões em 1992. Um ano depois, Louis V. Gerstner Jr. passou a comandar a empresa e ficou conhecido por ter tirado a IBM do buraco: sua decisão de reintegrar as divisões da corporação sendo a prioridade principal dada aos serviços e depois aos produtos, salvou a companhia da beira de um desastre financeiro, além do princípio de Gerstner permanecer até hoje direcionando o rumo da empresa.
Após o ano de 2000, a IBM sofreu várias transformações e mudou seu foco do mercado de componentes para a consultoria empresarial e execução de outros serviços de TI que usariam todo o hardware e o software já produzido pela companhia. Com sua divisão de HDs vendidas à Hitachi em 2002, e seu departamento de PCs vendido à chinesa Lenovo por US$ 1,2 bilhões (sendo US$ 650 milhões em dinheiro e mais US$ 600 milhões em produtos da Lenovo) em 2004, a gigante azul se voltou à pesquisas, vendas de patentes e propriedade intelectual – esta última, por sua vez, já gerou mais de US$ 10 bilhões à companhia. Atualmente, apesar de rica, a IBM já não é tão poderosa quanto era há algumas décadas atrás e anda um pouco “apagada” do mundo da tecnologia, infelizmente.
Por fim, uma curiosidade interresante é que os brilhantes engenheiros da Big Blue já foram premiados com três prêmios Nobel, quatro prêmios Turing, cinco medalhas nacionais de tecnologia e cinco medalhas nacionais de ciências, valorizando suas importantes contribuições ao avanço da tecnologia moderna.
Principais produtos
Devido a quantidade enorme de produtos da IBM, selecionamos apenas alguns poucos para este artigo. Lembrando que atualmente a gigante azul está muito mais focada na prestação de serviços em geral do que na fabricação de hardware e softwares, o que significa que alguns produtos selecionados sejam um pouco “antigos”, anteriores à “política de Gerstner” (descrita na seção “Histórico” acima).
Processador Cell
Construído em cooperação entre a Sony, a Toshiba e a IBM – a conhecida aliança STI – o Cell Broadband Engine Architecture, ou simplesmente Cell, é um dos processadores mais poderosos e famosos da atualidade. O custo de seu desenvolvimento iniciado em março de 2001 ultrapassou os US$ 400 milhões. Toda a fase de pesquisas foi realizada no STI Design Center em Austin, no Texas.
Composto por 1 processador PowerPC de 64bits, da IBM, que controla outros 8 núcleos com 256KB de memória interna cada um, auxiliados por 4 módulos que processam 44,8GB/s na saída e 32GB/s na entrada de dados, o monstro criado por três gigantes dos eletrônicos combina uma poderosa arquitetura feita especialmente para a manipulação de efeitos especiais em vídeos e imagens, além de ter até mesmo uma versão para supercomputadores – o PowerXCell 8i. Atualmente, é o processador padrão do PlayStation 3, também empregado em alguns televisores de alta definição e no supercomputador Roadrunner (mais informações a seguir).
Processador PowerPC
Construído também a partir de uma aliança, desta vez entre os AIMs – Apple, IBM e Motorola, o PowerPC (Power Performance Computing) é um processador RISC – sigla para Reduced Instruction Set Computer ou Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções – baseado na arquitetura POWER da própria IBM, desenvolvido originalmente para computadores domésticos da Apple em 1991, mas que mais tarde tornou-se um processador destinado ao mercado de alta performance. Seu modelo mais avançado, o PowerPC G5, possui quatro núcleos.
Atualmente, com a saída da Apple da aliança em 2005 devido a migração da mesma para as arquiteturas x86 da Intel, os processadores PowerPC passaram a servir de base para a criação de outros modelos usados em consoles (Xbox 360 e Nintendo Wii) e algumas máquinas Macintosh. E, como você leu acima, a arquitetura do PowerPC também está presente no Cell, usado no PlayStation 3.
Supercomputador Roadrunner
O grande trunfo da IBM atualmente, fruto da parceria de décadas com o governo dos Estados Unidos e anos de experiência com mainframes, é o supercomputador Roadrunner, entregue em 2008 ao Departamento de Energia dos EUA, mais especificamente à Administração Nacional de Segurança Nuclear.
Se você achava o Cell um “monstro”, saiba que o Roadrunner e seus 560m² de área reúnem nada mais que 12.960 processadores PowerXCell 8i (o modelo de elite do processador do PS3), rodando a 3.2GHz, junto com outros 6.480 AMD Opteron X2, de 1.8GHz, ligados por uma conexão Infiniband de 96Gbit/s. Tudo gerenciado pelos sistemas operacionais Linux Red Hat Enterprise e Fedora. Tal hardware tornou o Roadrunner o mais poderoso supercomputador do planeta, batendo a marca de 1 petaflop (1.000.000.000.000.000 de operações em ponto flutuante).
E não, ele não roda jogos. O Departamento de Energia americano usa o bichano para simulação de testes nucleares e cálculos de natureza quântica, além de “emprestar” o poderio a cientistas, economistas e indústrias automotivas/aeroespaciais.
IBM OS/2
Lançado em 1987 nos idiomas inglês, alemão, espanhol e português, com o objetivo de ser compatível com a arquiterura x86, o sistema operacional OS/2, sigla para “Operating System/2“, desenvolvido primeiramente entre Microsoft e IBM e mais tarde apenas pela gigante azul, carrega tal nomenclatura em referência e compatibilidade ao “Personal System/2″, ou PS/2, linha de hardware e periféricos lançada no mesmo ano pela IBM que até hoje está presente em alguns computadores.
Hoje, é claro, esse antigo SO que serviu de base para vários outros sistemas, não é mais vendido, tendo sua última versão estável lançada no final de 2001 e sua comercialização descontinuada em 31 de dezembro de 2006. Atualmente, a Serenity System é a responsável por produzir o eComStation, sucessor “espiritual” do OS/2.
IBM PC
Agradeça à IBM pelo tamanho dos computadores atuais: graças à equipe de engenheiros liderados por Don Estridge, o primeiro computador pessoal – o IBM PC (Personal Computer) – foi lançado em 12 de agosto de 1981 e substituiu os gigantescos mainframes.
Até abril de 1987, quando foi descontinuado, o IBM PC foi inicialmente vendido por mais de US$ 1.500, tendo um processador Intel 8088 de 4.77MHz e suportando até 256KB de memória. Os sistemas operacionais compatíveis com o “microcomputador” foram o IBM Basic, o PC-DOS 1.0, o CP/M-86 (feito pela Digital Research) e o UCSD p-System (SO feito pela Universidade da Califórnia em San Diego).
IBM Lotus Notes
Um dos softwares de colaboração mais utilizados ao redor do mundo, o IBM Lotus Notes é um sistema cliente-servidor que reúne várias funções e utilidades. Desenvolvido pela Lotus Software que pertence ao grupo de software da IBM, está disponível em vários idiomas e em diferentes plataformas e sistemas, incluindo o Microsoft Windows, Sun, Solaris e Linux.
Lançado em 1989 e hoje na versão 8.5 (Janeiro, 2009), o Lotus é considerado um dos melhores softwares em ambientes corporativos, possuindo um navegador, cliente de e-mails, calendários, mensageiros instantâneos, agregadores de RSS, blogs e várias outras aplicações.






















há 11 meses atrás
E complementando, a IBM é a 3ª empresa que mais desenvolve o kernel Linux
http://www.linuxfoundation.org/publications/linuxkerneldevelopment.php
há 11 meses atrás
Ah! pra informar, o jingle oficial da IBM (percebam o final)
hahahaha
http://www.youtube.com/watch?v=4eOB59L8Tak
há 11 meses atrás
Em inglês, gay pode ter dois(ou 131546685) sentidos. Ele pode significar: Feliz, Homossexual(Não estou xingando NINGUÉM!), …
há 11 meses atrás
Sim, no tempo que fizeram era “alegre”, mas no vídeo não apareceu, mas o executivo da IBM achou muito estranho cantar isso huahahaha esse vídeo é parte do documentário “O Triunfo dos NERDS. Impérios Acidentais”. Aliás, esse documentário mostra que foi a IBM quem “criou” a gigante Microsoft =)
há 11 meses atrás
Legal ;D
Descobri MUITA coisa sobre a IBM.
há 11 meses atrás
Ah, e POR FAVOR, falem sobre a Apple no próximo Guia de empresas
há 11 meses atrás
isso msmo falem da apple…será um otimo artigo.
há 11 meses atrás
Já temos algo parecido sobre a Apple:
http://www.guiadopc.com.br/artigos-e-dicas/41/guia-do-mac-parte-1.html
http://www.guiadopc.com.br/artigos-e-dicas/74/guia-do-mac-parte-2.html
há 11 meses atrás
É, mas queremos falar sobre A APPLE EM SI, não sobre o Mac.
há 11 meses atrás
Além disso, o Guia do Mac tem muita pouca coisa da própria Apple.
há 11 meses atrás
Eu Tambem
há 11 meses atrás
“Linux Red Hat Enterprise e Fedora…”
Meu deus, o Roadrunner usa Linux? Pensei que a M$ teria pagado à eles pra usarem o Windows Server.
há 11 meses atrás
E Windows roda em processador Cell?
há 11 meses atrás
Tem que rodar, né?
há 11 meses atrás
Faltou falar que na segunda guerra não só a IBM ajudaram os aliados, ajudaram tbm os nazistas. Com as máquinas, suporte e logística da IBM, eles maximizaram o extermínio em massa.
há 11 meses atrás
o cell hj eh o processador mais poderoso do mundo ou ele ñ se equipara em relação aos outros itel e amd?…
há 11 meses atrás
Mais poderoso eu não sei, mas que a arquitetura RISC é muito melhor que CISC, isso é.
há 11 meses atrás
E se formos conhecer mais ainda sobre a IBM chegaremos nisso:
IBM e o Holocausto é a história surpreendente da aliança estratégica da IBM com a Alemanha Nazista — que se iniciou em 1933, nas primeiras semanas da ascensão de Hitler ao poder, e perdurou durante boa parte da Segunda Guerra Mundial. À medida que o Terceiro Reich executava seu plano de conquista e genocídio, a IBM ajudava a criar soluções tecnológicas capacitadoras, passo a passo, desde os programas de identificação e catalogação da década de 1930 até os processos seletivos da década de 1940.
Apenas depois da identificação dos judeus — tarefa gigantesca e complexa que Hitler queria que fosse realizada de imediato — foi possível segregá-los para rápido confisco de seus bens, isolamento em guetos, deportação, trabalho escravo e, finalmente, aniquilação. Os desafios do projeto, em termos de tabulação cruzada e de recursos organizacionais, eram tão monumentais que exigiam a utilização de computador. Evidentemente, na década de 1930, ainda não havia computador.
Mas já existia a tecnologia Hollerith de cartões perfurados da IBM. Com a ajuda dos sistemas Hollerith da IBM, adaptados às necessidades dos clientes e sob constante atualização, Hitler foi capaz de automatizar a perseguição aos judeus. Os historiadores sempre se espantaram com a velocidade e precisão com que os nazistas conseguiam identificar os judeus europeus. Até hoje, as peças do quebra-cabeça ainda não foram totalmente encaixadas. O fato é que a tecnologia da IBM organizou quase tudo na Alemanha e, em seguida, na Europa Nazista, abrangendo a identificação censitária dos judeus, os processos de registro, os programas de rastreamento de ancestrais, o gerenciamento de ferrovias e a organização do trabalho escravo em campos de concentração.
IBM e o Holocausto conduz o leitor ao longo da complexa trama de conluio entre a empresa e o Terceiro Reich e destrincha a escamoteação estruturada de todo o processo, entremeada de acordos verbais, cartas sem data e intermediários em Genebra — tudo empreendido enquanto os jornais reverberavam relatos de perseguição e destruição. Igualmente arrebatador é o drama humano de uma das mentes mais brilhantes de nosso século, o fundador da IBM, o Sr. Thomas Watson, que cooperou com os nazistas por amor ao lucro.
Somente pela assistência tecnológica da IBM Hitler foi capaz de atingir os números assombrosos do Holocausto. Edwin Black agora desvendou um dos últimos grandes mistérios do Holocausto: Como Hitler conseguiu os nomes?
Edwin Black conferiu uma nova e extraordinária dimensão à história do Holocausto. Evidentemente, a destruição da vida de seis milhões de judeus e de uma quantidade incontável de não judeus não teria sido possível sem as máquinas Hollerith da IBM. Tampouco o Terceiro Reich teria aperfeiçoado a arregimentação dos judeus em toda a Europa, a deportação deles para os campos de concentração e as estatísticas que avaliavam a agonia das vítimas durante a Solução Final sem os equipamentos IBM, programados sob medida para os clientes. Essas revelações já são em si desconcertantes, mas Black desenvolve uma história monumental, que vai além desse terrível deslinde. Ele descobriu o enorme poder corruptor de uma empresa internacional. “O negócio da IBM nunca foi nazismo. Nunca foi anti-semitismo. Sempre foi dinheiro”, escreveu Black.
– Abraham Peck, Diretor de pesquisa American Jewish Historical Society.
IBM e o Holocausto é um trabalho formidável e oportuno. Ignorados por mais de 50 anos, os registros sórdidos que revelam a colaboração da IBM com o regime nazista, em busca do monopólio de mercado, foram agora exumados por Edwin Black. Seu relato abrangente e minucioso mostra como as bênçãos da tecnologia de cartões perfurados se converteu em maldição para os direitos humanos, ao possibilitar a execução do Holocausto.
– Robert Wolfe Ex-chefe, especialista do National Ar de Nuremberg capturados do inimigo.
Neste livro cuidadosamente pesquisado, embora assustador, Edwin Black relata como o zelo organizacional e tecnológico da IBM e de seu CEO, Thomas J. Watson, contribuiu passo a passo para a ascensão do nazismo e para o avanço do Holocausto. Cabe apenas indagar quão diferentes teriam sido os números sobre a chacina do Holocausto em toda a Europa, caso Hitler não tivesse desfrutado dos serviços estratégicos da IBM e de sua tecnologia de cartões perfurados. Este livro é uma advertência assustadora em relação ao futuro.
– William Seltzer, autor de Population Statistics and the Holocaust
Filho de sobreviventes poloneses, o escritor Edwin Black, residente em Washington, é autor de premiada investigação sobre as finanças do Holocausto, The Transfer Agreement, e especialista em relações comerciais com o Terceiro Reich.
há 11 meses atrás
Leitura recomendada:
Edwin Black – IBM e o Holocausto
Moral da historia:
O negócio da IBM nunca foi nazismo. Nunca foi anti-semitismo. Sempre foi dinheiro”, escreveu Black.
há 11 meses atrás
De maneira geral, empresas não tem ideologia, não tem ética, não tem moral. Pra empresas só o dinheiro importa. O dinheiro está a frente do bom senso e da vida humana. O único objetivo é aumentar seus lucros a cada ano fiscal.
há 11 meses atrás
Isso mesmo. A ironia é ver gente que associa paixões a essas entidades.
há 11 meses atrás
Para quem quiser saber mais sobre o IBM e o nazismo, existe um artigo específico no Wikipedia – http://en.wikipedia.org/wiki/IBM_and_the_Holocaust
Houve muitas outras coisas interessantes sobre a IBM, porém, preferimos não colocar neste artigo para não ficar maior do que já está. É complicado resumir mais de 1 século de história em alguns parágrafos, e para tal existe a segunda página onde é possível encontrar links úteis e as fontes. Ninguém é obrigado a ler bíblias aqui nos comentários.
há 11 meses atrás
De uma minúscula fábrica de cartões perfurados, passando por indústria bélica durante a Segunda Guerra e a criação do primeiro computador pessoal…
Parei de ler aqui…
há 11 meses atrás
Me desculpa a correção, mas o primeiro computador “pequeno” foi o Apple I.
há 11 meses atrás
Pequeno? Hahahahahahahahaha
há 11 meses atrás
Ótimo artigo. Só uma correção:
“criação do primeiro computador pessoal”
Não. O primeiro computador pessoal foi o Apple II, quando a IBM viu o sucesso dele resolveu criar o IBM PC.
há 11 meses atrás
O primeiro PC É da IBM.
A primeira vez que se viu um “PC” como Personal Computer foi das mãos da IBM. Houve sim outros projetos que tentaram levar a computação pra ambiente doméstico, mas o primeiro Personal Computer é da IBM.
E ponto final.
há 11 meses atrás
O primeiro computador pessoal foi o Apple I e não Apple II. O que deu certo na epôca mesmo foi o Apple II. Realmente, a sigla PC é da IBM.
há 11 meses atrás
Te juro que depois que li essa baboseira nem terminei de ler o artigo, o cara não sabe o mínimo da historia da informática, e ainda acha que está certo… tsc tsc tsc…
há 11 meses atrás
O primeiro ‘computador pessoal’ foi um APPLE e um TRS-80 de 8bits e não um IBM PC. A IBM só veio a introduzir seu primeiro pc no mercado em 1981 e ele foi o primeiro microcomputador de 16 bits mas já existiam personal computers no mercado. A estratégia de marketing da IBM na verdade, o que ela queria não era vender o IBM PC ou torná-lo padrão de mercado, mas vender computadores de grande porte. A idéia era simples: alguém que tivesse um microcomputador IBM PC em
casa daria preferência a comprar um computador “de verdade” da marca para sua empresa.
Personal Computer foi uma ‘marca comercial’ da IBM, agora o primeiro
computador pessoal do mundo apesar da tradução de PC não foi criação da IBM.
GRZ
Bacharelado em Ciência da Computação.
há 11 meses atrás
Vocês precisam mudar o texto pois esta dando a entender que eles criaram o primeiro microcomputador pessoal e isso não condiz.
há 11 meses atrás
É triste ver a falta de humildade do autor do texto em não assumir o erro e corrigir a informação que várias pessoas irão ler e ficar com uma falta ideia na cabeça!
há 11 meses atrás
A equipe esta de parabéns!
Muito legal o artigo.
A IBM já deu algumas voltas por cima e tenho certeza que vai quantas ainda forem necessárias!
Ps…vou mostrar esta página pra minha professora de informática profissonal, tenho certeza que ela também vai adorar!
Forte abraço. lol
há 11 meses atrás
Faz tempo que não sai um guia de empresas! A IBM ainda tá crescendo… não duvido nada que eles deem a volta por cima e voltem a aparecer porque eles estão realmente apagados hoje.
Boa matéria. Parabéns.
há 11 meses atrás
Quero ver o artigo da Microsoft!
há 11 meses atrás
IBM = Industria dos Baldes de Massa.
há 10 meses atrás
Ambos estão certos.
A IBM fz o primeiro PC de acordo com o padrão IBM PC
Porém o primeiro computador caseiro, ou seja, de uso em casa, foi da APPLE.
Até porque, hj e na época, PC é uma coisa e Mac é outra.
Intão pode se dizer que a IBM fez o peimeiro PC e a Apple o primeiro HC (HomeComputer, inventei agora rsrs).
Cada um destinado ao mesmo nicho.
há 10 meses atrás
Lembrando que na época não existia a nomenclatura Macintosh e sim Apple para os computadores da empresa
há 9 meses atrás
ótimo artigo!