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Oracle quer ser líder no mercado de nuvem

Durante a abertura do Oracle Open World 2015, Larry Ellison – CTO da empresa – afirmou que a Oracle vai dominar o mercado de nuvem, pois é a única companhia que oferece um portfólio completo nas três camadas da nuvem: Aplicações (SaaS – Software as a Service), Plataforma (PaaS – Platform as a Service) e Infraestrutura (IaaS – Infrastructure as a Service).

Ellison provocou os tradicionais concorrentes como SAP e IBM afirmando que: “Apenas a Oracle e a Microsoft podem oferecer soluções para as três camadas da nuvem”. E mesmo assim, segundo Ellison, a Microsoft não preocupa muito a Oracle, pois está mais concentrada no mercado de plataforma para pequenas e médias empresas. “Na camada de Aplicações nossos concorrentes são Salesforce e Workday e não a SAP. Em plataforma, nosso concorrente é a Microsoft e não a IBM. E na camada de Infraestrutura, é a Amazon que nos preocupa, não a IBM e EMC”, disse Ellison menosprezando os tradicionais concorrentes.

A oferta de nuvem da Oracle se baseia em seis princípios básicos:

– Custo: Menor custo de aquisição – Menor custo total de propriedade (TCO).
– Confiabilidade: Tolerante a falhas – Não pode haver nenhuma falha.
– Desempenho: Banco de dados, ferramentas de análise e “Middleware” e mais rápidos do mercado.
– Padrões: SQL, Hadoop, Java, Linux, Docker etc.
– Compatibilidade: Fácil migração dos sistemas tradicionais (“on-premise”) para a nuvem.
– Segurança: Defesa contra ataques cibernéticos sempre ligada – Nem existe a possibilidade de desligar a segurança.

O CTO da empresa também anunciou novas funcionalidades que foram desenhadas para ampliar a oferta de SaaS da empresa, como: New Supply Chain Cloud, E-commerce in the Cloud para Modern CX Suite, New Mobile Consumer Cloud e, finalmente, Integrated Just in Time Learning Systems – HCM.

Larry Ellison

Larry Ellison

Finalmente, falando mais uma vez sobre os concorrentes, Larry Ellison garantiu que os preços da Oracle sempre serão os melhores do mercado de nuvem. Citando a Amazon Web Services (AWS) como exemplo disse: Nossos preços para IaaS nunca serão maiores que os da AWS”.

Em outra apresentação, o Mark Hurd – CEO da Oracle – afirmou que o modelo TI tradicional (on-premise) vai desaparecer. As empresas precisam inovar para sobreviver e a Oracle está pronta para liderar a transição para a nuvem. A nuvem da Oracle promove uma estrutura de custos mais baixos de ambientes seguros e confiáveis que possibilitem a inovação em todas as esferas dos negócios. Hurd também compartilhou a visão da empresa até 2025, com cinco previsões que serão o alicerce da escalada para a nuvem nos próximos 10 anos:

  1. Até 2025, 80 % dos aplicativos estarão na nuvem, bem como praticamente todos os dados das empresas;
  2. Até 2025, dois provedores terão 80% do mercado de SaaS. A Oracle será um deles;
  3. 100% das ferramentas de TI para Desenvolvimento/Teste de produtos estarão na nuvem;
  4. Em 10 anos, praticamente todos os dados da empresa serão armazenados na nuvem
  5. Em 2025, as nuvens empresariais serão o ambiente mais seguro da indústria de TI. E a Oracle já oferece isso hoje, pois usa segurança completa IP para executar sua nuvem, com criptografia por padrão, e implementa as últimas correções em toda a infraestrutura.

Brasil e América Latina – Cyro Diehl, presidente da Oracle no Brasil e Luiz Meisler, presidente de operações da companhia na América Latina conversaram com os jornalistas latino-americanos sobre os planos da Oracle na região. Ambos afirmaram que, apesar das turbulências do mercado, a companhia vem tendo um desempenho muito bom. Um fato que ajuda a comprovar esse bem desempenho é que a Oracle contratou mais de 1500 pessoas nos últimos dois anos (45% no Brasil) para trabalhar no time de vendas. Segundo Meisler, a valorização do dólar na região não prejudicou as vendas da empresa, pois a Oracle agora possui um Datacenter no Brasil e a maioria de seus preços está em moeda local.

Aliás, falando do Datacenter no Brasil, Cyro Diehl só confirmou sua existência. Localização, capacidade, empresas que já estão utilizando e outros detalhes não foram revelados. Segundo Cyro, a empresa não revela mais informações por razões estratégicas. O assunto “Datacenter no Brasil” parece um tabu para Oracle. Isso é no mínimo intrigante, pois uma busca simples na Internet mostra muitas informações dos outros Datacenters da empresa espalhados pelo mundo.

Sem dúvida, nestes últimos anos a Oracle vem concentrando seus esforços para transformar. Ela quer migrar de uma empresa que fornece soluções para o mercado tradicional de TI para uma empresa que fornece soluções de nuvem. Hoje já possui um portfólio completo de soluções para nuvem e está em uma boa posição no mercado de tecnologia. Mas isso não quer dizer que a liderança virá automaticamente com o passar do tempo. O mercado de nuvem é muito dinâmico. Se a Oracle hoje despreza a concorrência de gigantes como IBM e SAP, sabe que não pode se dar ao luxo de menosprezar AWS, Salesforce e outras companhia que praticamente “nasceram” na nuvem. Assim como a Oracle, estas empresas estão aumentando a sua oferta de produtos em todas as áreas da nuvem (IaaS, PaaS e SaaS) e a briga está só começando. Uma coisa é certa: essa briga vai beneficiar todo mundo que precisa da nuvem já que os produtos tendem a ter mais qualidade e um preço justo.

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