Relatório Tech Trends 2026 LATAM, da GFT Technologies, aponta que apenas 18% das organizações brasileiras já utilizam agentes de IA em seus fluxos de trabalho
O Brasil desponta como líder global na adoção de Inteligência Artificial Agêntica, mas a tecnologia ainda está longe de ser uma realidade para a maior parte das empresas. De acordo com o relatório Tech Trends 2026 LATAM, elaborado pelo Global Technology Office (GTO) da GFT Technologies, apenas 18% das organizações brasileiras já incorporaram agentes de IA às suas operações, percentual superior à média global de 13% apontada pela Boston Consulting Group (BCG).
Apesar da liderança brasileira, o estudo indica que 82% das empresas nacionais ainda não iniciaram essa transformação, o que revela uma oportunidade significativa para organizações que desejam acelerar ganhos de produtividade, eficiência e inovação por meio da Inteligência Artificial.
“O Brasil assumiu uma posição de destaque na adoção da IA Agêntica, mas a verdadeira vantagem competitiva será conquistada pelas empresas que conseguirem integrar a tecnologia à transformação efetiva dos processos de negócio e à capacitação de suas equipes”, afirma Jonatas Leandro, Head of Global Business Development Platform LATAM da GFT Technologies.
Segundo o relatório, a IA Agêntica representa a evolução da Inteligência Artificial Generativa. Em vez de apenas responder a comandos, os agentes de IA são capazes de planejar, tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma para atingir objetivos específicos. O avanço de tecnologias como assistentes autônomos de programação, protocolos de contexto de modelos (MCP) e plataformas de desenvolvimento de agentes está acelerando a migração de projetos experimentais para aplicações corporativas em larga escala.
Da automação à operação nativa de IA
O estudo aponta que as empresas estão entrando em uma nova fase da adoção da Inteligência Artificial. Em vez de simplesmente automatizar tarefas isoladas, organizações mais avançadas começam a redesenhar processos inteiros para que humanos e agentes de IA atuem de forma integrada.
Nesse cenário, a transformação passa a depender de fatores como a modernização das arquiteturas tecnológicas, a disponibilidade de dados confiáveis, a definição de métricas claras de retorno sobre investimento e a preparação da força de trabalho para operar em ambientes cada vez mais orientados por IA.
Inteligência além do ambiente digital
Entre as tendências destacadas pelo relatório está a chamada Living Intelligence, resultado da convergência entre Inteligência Artificial, sensores avançados e biotecnologia. A combinação dessas tecnologias permite que sistemas monitorem ambientes em tempo real, interpretem informações e realizem ações de forma autônoma.
Outra evolução apontada é a expansão da chamada IA Física (Embodied AI), que conecta modelos inteligentes a dispositivos robóticos capazes de atuar em ambientes complexos e imprevisíveis, ampliando as aplicações da IA para além das telas e sistemas digitais.
Nova fronteira da cibersegurança
O avanço da Inteligência Artificial também está transformando o cenário de ameaças digitais. O relatório alerta para o surgimento de malwares gerados por IA, capazes de se adaptar dinamicamente para evitar mecanismos de detecção, além de agentes autônomos utilizados na identificação automatizada de vulnerabilidades.
Em resposta, cresce o uso de soluções defensivas baseadas em IA, capazes de monitorar redes continuamente e executar ações de mitigação em tempo real. O estudo também destaca a relevância de iniciativas voltadas à autenticidade de conteúdos digitais e à proteção da identidade digital dos usuários.
Capacitação e segurança de longo prazo
A pesquisa da BCG mostra que profissionais que compreendem o funcionamento dos agentes de IA tendem a enxergar a tecnologia como uma aliada para aumentar produtividade e eficiência. Já a falta de treinamento pode gerar resistência e dificultar a adoção das ferramentas.
Além disso, o relatório chama atenção para a necessidade de preparação das empresas para a era da computação quântica. A criptografia pós-quântica surge como prioridade estratégica, uma vez que os padrões atuais deverão ser gradualmente substituídos na próxima década para garantir a segurança das informações.
Produzido pelo Global Technology Office da GFT Technologies, o relatório Tech Trends 2026 LATAM reúne as principais tendências tecnológicas que devem influenciar a estratégia de inovação das organizações nos próximos anos. O relatório pode ser baixado aqui.









