Artigo por Daniel Pisano, head de investimentos da 87 Labs e CGO da Payloop
A economia da assinatura mudou o paradigma de performance empresarial. Se no passado o foco era vender mais, hoje o sucesso está na capacidade de manter clientes por mais tempo, prolongar o valor do ciclo de vida e reduzir o churn. O crescimento sustentável está diretamente ligado à qualidade do relacionamento contínuo com o cliente.
A MIT Sloan Management Review reforça isso no artigo “Customer-Focused KPIs Fuel the Future of Business”, onde demonstra que métricas orientadas ao cliente são as mais importantes para prever crescimento e estabilidade.
Segundo o estudo, indicadores como churn, lifetime value (LTV) e engajamento têm poder preditivo muito maior do que métricas tradicionais de receita, pois capturam se o cliente vê valor real no serviço.
Outro artigo da MIT Sloan, “Linking Customer Loyalty to Growth”, reforça que fidelidade é o principal motor de expansão em modelos de assinatura, não aquisição.
Apesar dessa evidência, muitas empresas ainda carecem de visibilidade sobre o comportamento de sua base. Informações essenciais, como uso, tentativas de cobrança, inadimplência, status da assinatura e engajamento, ficam espalhadas em diferentes sistemas. Isso impede diagnósticos precisos e ações preventivas.
Para operar com maturidade, é preciso enxergar o ciclo completo da assinatura: onboarding, ativação, engajamento, risco, cobrança, recuperação e retenção. Empresas que possuem essa visão conseguem antecipar cancelamentos, segmentar ofertas e ajustar o modelo de receita com precisão.
Há empresa no mercado que facilita esse processo entregando instrumentação completa da operação recorrente: churn, MRR, LTV, cohorts, comportamento de uso, tentativas de cobrança e indicadores de risco. Tudo isso de forma integrada e automatizada.
Essa inteligência transforma a forma como decisões são tomadas. Em vez de reagir ao cancelamento, a empresa atua antes dele, com estratégias personalizadas de retenção.
KPIs deixam de ser apenas números e passam a ser a linguagem que revela a saúde da recorrência. Negócios que dominam essa linguagem criam mais previsibilidade, margens melhores e crescimento mais estável.








