TelecomunicaçõesTransformação Digital

A vez dos ISPs: como os provedores regionais de internet estão liderando a transformação digital no entretenimento

A acessibilidade a serviços de streaming e entretenimentos está mudando: o que era restrito a grandes operadoras e centros urbanos, ganhou alcance regional. Os provedores de internet (ISPs) são responsáveis por essa mudança. Segundo dados da Anatel do segundo trimestre de 2025, as Prestadores de Pequeno Porte (PPP) são responsáveis por 56,4 % do mercado de banda larga fixa no Brasil.

“Impulsionados pela necessidade do consumidor por conveniência, os ISPs têm adotado, cada vez mais, uma postura mais estratégica, consultiva e focada na experiência do usuário”, analisa Maurício Almeida, Fundador e Presidente da Watch, app de streaming desenvolvido especialmente para provedores de internet. A empresa é aliada de mais de 1.700 provedores na oferta de pacotes integrados, que unem conectividade e plataformas de streaming, para ampliar receita e fidelizar clientes.

Dados da Kantar Ibope Media apontam que o brasileiro já possui, em média, 3,2 assinaturas de streaming por domicílio. No entanto, 44% afirmam que cancelariam alguma dessas plataformas por falta de uso ou por considerarem o serviço caro, segundo estudo da Accenture.

Neste cenário, os ISPs surgem como agregadores inteligentes: oferecem pacotes que já incluem acesso a múltiplas plataformas, com preços mais atrativos e centralização de cobranças. A estratégia não só facilita a vida do usuário como fortalece o relacionamento com a base de clientes, reduzindo o churn e aumentando o ticket médio.

“A relação do consumidor com a internet mudou, pois ele quer mais do que velocidade, quer valor agregado. E os ISPs regionais estão em posição privilegiada para entregar isso, com proximidade e agilidade”, explica Almeida.

A Watch conecta os provedores a grandes estúdios e emissoras, como Paramount+, HBO Max e Globo, oferecendo um hub completo de entretenimento. A solução permite que os provedores criem pacotes customizados de internet plus streaming, mesmo sem investir em tecnologia própria ou acordos de licenciamento direto.

Ao assumirem esse novo papel de integradores de serviços, os ISPs deixam de ser apenas fornecedores de infraestrutura e passam a ocupar espaço estratégico na jornada digital dos consumidores. A transformação impulsionada por essas empresas, muitas vezes com operação local ou regional, tem sido fundamental para democratizar o acesso à informação, ao entretenimento e à tecnologia.

“O mercado exige soluções escaláveis, porém personalizadas. Nosso modelo foi criado para permitir que ISPs de qualquer porte entreguem uma experiência comparável às grandes operadoras, inclusive com mais flexibilidade e foco local”, finaliza Almeida.

Você também vai gostar

Leia também!