Durante o ABRINT Global Congress 2026, a Watch TV apresentou sua estratégia para enfrentar aquele que pode ser o maior pico de acessos simultâneos da história do streaming no Brasil durante a próxima Copa do Mundo. A empresa brasileira, especializada em distribuição de conteúdo para provedores de internet, revelou investimentos em infraestrutura, segurança cibernética e redução de latência para suportar o crescimento acelerado do consumo de transmissões esportivas online.
O principal foco da companhia está em um tema que muita gente sente na prática, mas pouca gente conhece tecnicamente: latência. Em outras palavras, o atraso entre a transmissão do jogo e o que aparece na tela do usuário.
Segundo a Watch TV, a meta foi reduzir esse tempo em até 50%, algo que pode fazer diferença principalmente em jogos ao vivo, onde segundos de atraso já são suficientes para impactar a experiência, especialmente para quem acompanha partidas pelas redes sociais ou em grupos de mensagens.

“O mundial vai transformar o streaming em uma plataforma de experiência. Em um mercado cada vez mais disputado, a latência virou um dos principais fatores de retenção de usuários”, afirma Maurício Almeida, presidente da Watch TV e líder do Conselho Antipirataria da Associação Brasileira de OTTs e Streamings (ABOTTS).
A empresa afirma que vem reforçando sua estrutura com múltiplos data centers independentes, failover automático e proteção Anti-DDoS para evitar quedas durante transmissões de grande audiência. O objetivo é suportar picos massivos de acessos simultâneos sem comprometer estabilidade ou qualidade de imagem.
O movimento acontece em um momento em que o consumo de conteúdo esportivo via internet cresce rapidamente no Brasil. Dados citados pela companhia, com base na Kantar IBOPE Media, indicam que 31% da audiência já migrou para plataformas de streaming, enquanto 45% dos usuários utilizam o smartphone como segunda tela durante transmissões.
Além da questão técnica, a Watch TV também alertou, durante o ABRINT Global Congress 2026, para o crescimento da pirataria digital em grandes eventos esportivos. Segundo dados da Ancine e da Anatel mencionados pela empresa, o Brasil teria cerca de 8 milhões de usuários utilizando sistemas de IPTV sem licenciamento, gerando prejuízos bilionários ao setor audiovisual.
De acordo com Almeida, o risco vai além da ilegalidade. Muitos aplicativos e serviços piratas utilizados para assistir jogos podem conter códigos maliciosos capazes de monitorar tráfego de rede, capturar senhas e comprometer dispositivos conectados à mesma rede Wi-Fi.
Enquanto plataformas disputam direitos de transmissão e catálogos, a batalha silenciosa de 2026 pode acontecer nos bastidores: quem conseguir entregar partidas ao vivo com menos atraso, menos travamentos e mais estabilidade provavelmente sairá na frente na guerra do streaming.









