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Brasil lidera a inovação financeira e supera EUA e Europa com um dos sistemas bancários mais avançados do mundo

Desde a implementação do Pix, há cinco anos, o Brasil deixou de ser apenas um mercado emergente em serviços financeiros para se consolidar como referência global em inovação bancária. Hoje, com mais de 162 milhões de brasileiros usuários do sistema, o país apresenta um ecossistema financeiro mais integrado, acessível e eficiente do que o observado em mercados tradicionais como Estados Unidos e grande parte da Europa.

Esse protagonismo é resultado de uma combinação rara: regulação progressista, ambiente competitivo entre bancos e fintechs, ampla cultura digital e rápida adoção de novas tecnologias pela população. O efeito prático é um sistema bancário capaz de oferecer serviços em tempo real, com baixo custo, alto nível de integração e experiência simplificada para pessoas físicas e empresas.

Segundo Rodrigo Maximo Cano, especialista em soluções digitais e gerente de engenharia de software do banco digital Cora, o diferencial brasileiro está na forma como a tecnologia foi aplicada. “O Brasil saiu na frente porque criou soluções que resolvem problemas reais, como o Pix e todo um ecossistema que integra bancos, fintechs e usuários com agilidade,” afirma.

O Pix se tornou o sistema de pagamentos instantâneos mais bem-sucedido do mundo, superando modelos internacionais em escala, adoção e simplicidade. Nos Estados Unidos, transferências em tempo real ainda são fragmentadas, frequentemente associadas a tarifas e dependentes de intermediários. Na Europa, embora existam iniciativas semelhantes, a falta de unificação entre países limita a experiência do usuário. No Brasil, a interoperabilidade total, aliada ao uso de APIs abertas fomentadas pelo Banco Central, permitiu a construção de uma infraestrutura única e altamente conectada.

Além disso, o incentivo ao uso de tecnologias open source teve papel decisivo na modernização do setor financeiro nacional, acelerando o desenvolvimento de novos produtos e reduzindo custos operacionais. “O Pix virou benchmark internacional por entregar simplicidade, segurança e custo praticamente zero. Já o open source possibilitou uma modernização que diversos bancos estrangeiros, presos a sistemas engessados, não conseguem acompanhar,” explica Rodrigo.

A digitalização do sistema bancário brasileiro também aparece nos indicadores de acesso. Dados do IBGE mostram que, nos últimos anos, milhões de brasileiros passaram a utilizar serviços financeiros exclusivamente por canais digitais, consolidando o celular como principal porta de entrada para operações bancárias. Essa transformação ampliou a inclusão financeira e reduziu barreiras históricas de acesso ao sistema.

Outro diferencial relevante é a possibilidade de realizar praticamente toda a jornada bancária de forma 100% digital — da abertura de contas à contratação de serviços, passando por pagamentos, crédito e gestão financeira. O impacto é especialmente significativo para pequenas e médias empresas, que antes enfrentavam processos burocráticos, deslocamentos e longos prazos de análise.

“Hoje, uma PME pode abrir conta, receber pagamentos e gerir toda a operação financeira online. Isso reduz custos, evita burocracia e libera o empreendedor para focar no que realmente importa: crescer,” destaca Cano.

Para o especialista, o avanço tecnológico aliado a um arcabouço regulatório eficiente não apenas modernizou o sistema financeiro, mas criou um ambiente naturalmente favorável ao empreendedorismo e à inovação. “Quando o acesso ao dinheiro é rápido, seguro e barato, o empreendedor toma decisões com mais confiança. O Brasil criou um sistema bancário que estimula quem quer construir negócios, e isso é um dos motivos pelos quais somos referência global”, finaliza.

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