Estudo mostra que a adoção de inteligência artificial avança no Brasil, mas a falta de integração de dados e sistemas continua sendo um dos principais obstáculos para transformar investimentos em resultados concretos
A inteligência artificial tornou-se prioridade estratégica para empresas de todos os setores. No entanto, embora os investimentos em IA estejam em níveis recordes, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para transformar a tecnologia em ganhos reais de produtividade, eficiência e geração de valor.
Um estudo realizado pela TOTVS em parceria com a h2r insights & trends revela que metade das empresas brasileiras ainda não utiliza inteligência artificial de forma estruturada. Entre aquelas que já iniciaram sua jornada, 58% permanecem em estágios iniciais de implementação, enquanto apenas 8% consideram sua adoção avançada.
O cenário evidencia um desafio crescente do mercado: a distância entre implementar ferramentas de IA e criar as condições necessárias para que elas operem de forma eficiente.
Na prática, a limitação muitas vezes não está nos modelos de inteligência artificial, mas na infraestrutura de dados disponível para alimentá-los. Ambientes corporativos marcados por sistemas isolados, informações fragmentadas e processos desconectados dificultam a geração de insights confiáveis e comprometem o desempenho das aplicações de IA.
Quando os dados permanecem distribuídos em múltiplas plataformas que não se comunicam entre si, a inteligência artificial passa a operar sobre informações incompletas, reduzindo sua capacidade de apoiar decisões, automatizar processos e identificar oportunidades de negócio.
É justamente nesse contexto que ganha relevância o papel das plataformas de integração corporativa. A proposta da Globalsys é criar um ambiente em que diferentes sistemas compartilhem informações em tempo real, eliminando silos de dados e permitindo que a inteligência artificial tenha acesso a informações consistentes e contextualizadas ao longo de toda a operação.
“A IA não resolve nada sozinha. O que muda o jogo é quando você conecta a inteligência ao dado certo, no momento certo, dentro de uma estrutura que foi pensada para isso. É aí que a tecnologia deixa de ser promessa e vira resultado operacional concreto”, afirma o CTIO da Globalsys, Beto Yunes.
Dados conectados ampliam o potencial da IA
A integração de sistemas vem se tornando um componente essencial para organizações que desejam escalar projetos de inteligência artificial. Sem uma arquitetura capaz de unificar informações provenientes de diferentes áreas do negócio, grande parte do potencial da tecnologia permanece subutilizado.
Um exemplo dessa abordagem é a parceria entre a Globalsys e a Fluid HR, empresa portuguesa especializada em recrutamento e seleção.
A companhia já utilizava inteligência artificial em diversas etapas da jornada de contratação, desde a atração de candidatos até o acompanhamento pós-admissão. O desafio, porém, estava na fragmentação das informações entre diferentes plataformas utilizadas ao longo do processo.
Para superar essa limitação, a Globalsys desenvolveu uma camada de integração capaz de conectar os sistemas da operação em um fluxo único de dados.
Com as informações centralizadas e atualizadas em tempo real, a empresa passou a gerar relatórios automaticamente, aumentar a previsibilidade operacional e identificar padrões de comportamento e oportunidades de melhoria sem a necessidade de consolidação manual de dados.
O resultado foi uma operação mais eficiente, com maior capacidade analítica e melhor aproveitamento dos recursos de inteligência artificial já existentes.
O diferencial competitivo está na infraestrutura
A rápida expansão da IA indica que a tecnologia continuará ocupando papel central nas estratégias corporativas nos próximos anos. No entanto, especialistas apontam que o verdadeiro diferencial competitivo não estará apenas na adoção de ferramentas de inteligência artificial, mas na capacidade de construir uma arquitetura digital capaz de sustentar seu uso em larga escala.
Nesse cenário, integração de dados, interoperabilidade entre sistemas e governança da informação deixam de ser temas exclusivamente técnicos para se tornarem elementos estratégicos para o crescimento dos negócios.
À medida que a inteligência artificial se torna mais presente nas operações empresariais, empresas que investirem em ambientes conectados, dados confiáveis e fluxos digitais integrados estarão mais preparadas para transformar IA em produtividade, inovação e vantagem competitiva.









