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Copa lota os bares brasileiros mesmo na derrota: eliminação foi o segundo maior dia de faturamento da Copa, revela estudo da Zig

Levantamento com 1.980 estabelecimentos em todo o país mapeia os cinco jogos do Brasil e mostra que o torcedor vai ao bar independente do resultado; no acumulado da campanha, R$ 363,7 milhões em vendas e 1,09 milhão de pessoas únicas atendidas

O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo nas oitavas de final, mas os bares brasileiros não perceberam. O dia 5 de julho, domingo da derrota por 2 a 1 para a Noruega, foi o segundo maior dia de faturamento absoluto de todo o torneio nos estabelecimentos monitorados pela Zig, com R$ 34,7 milhões em vendas, atrás apenas do dia da estreia, o sábado de Brasil 1 a 1 Marrocos, com R$ 36,5 milhões. Os dados são do estudo “Consumo em dia de jogo na Copa 2026”, da Zig.

O levantamento acompanhou os cinco jogos do Brasil na Copa, da fase de grupos às oitavas de final, em 1.980 pontos de venda em todo o país. No acumulado da campanha completa, entre 11 de junho e 5 de julho, os estabelecimentos registraram R$ 363,7 milhões em vendas, com 9,05 milhões de comandas atendidas, 1,09 milhão de pessoas únicas e ticket médio geral de R$ 40,17.

O padrão observado ao longo dos cinco jogos confirma uma lógica estrutural: o faturamento por estabelecimento cresce em todos os dias de jogo do Brasil, em todos os recortes, mas o ticket médio por comanda cai. A casa fatura mais porque recebe muito mais gente, não porque cada pessoa gasta mais. A variação de faturamento por PDV foi de +10% no menor uplift, o da sexta-feira contra o Haiti, a +186,1% no maior, a segunda-feira dos 16-avos contra o Japão. A hierarquia por dia da semana é clara: quanto mais fraca a base do dia, maior o salto relativo. Segunda-feira, o dia mais fraco dos bares, teve o maior multiplicador da Copa.

“O dado mais revelador da campanha é a segunda-feira dos 16-avos. Um dia que normalmente seria fraco para qualquer bar virou o maior uplift relativo de toda a Copa. E o dia da eliminação foi o segundo maior em faturamento absoluto. O torcedor brasileiro não precisa de resultado para ir ao bar, precisa de motivo”, afirma David Pires, CIO da Zig.

A derrota para a Noruega mudou o formato do dia, não o tamanho. Na eliminação, o pico de movimento aconteceu no pré-jogo, com amplificação de 3,8 vezes o movimento de um domingo comum às 16h. Após o apito final, o movimento recuou de forma contínua, sem o segundo pico de celebração observado nas vitórias. Ainda assim, o pós-jogo reteve cerca de 96% das comandas registradas durante a partida, mostrando que o público não foi embora com a eliminação: saiu gradualmente. Nas vitórias da fase de grupos, o pós-jogo concentrava cerca de 52% do faturamento do dia e registrava o maior ticket médio, com R$ 57,32, cerca de 40% acima do pré-jogo e do durante. Na derrota, o ticket do pós ficou estável em torno de R$ 39,68, sem o salto observado nas celebrações.

Nos cinco jogos analisados, o ticket médio por comanda recuou em relação ao mesmo dia da semana sem jogo, com quedas entre 2% e 27%. A variação foi mais acentuada nos jogos de dia útil, quando o público que entra nos bares em dia de Copa tem perfil de consumo mais rápido, cerveja e petisco, diferente do público habitual daqueles dias.

No consumo por categoria, a cerveja foi a grande vencedora da Copa nos bares brasileiros, com crescimento de 95% em volume nos dias de jogo da fase de grupos e ganho de 6 p.p. de participação no total consumido, passando de 18% para 24%. Alimentos perderam participação relativa, caindo de 30% para 23% do consumo total, mesmo crescendo em volume absoluto.

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