BioShock

Data 11/05/2008; 21:00
Autor Artur Carsten Contato
Comentários 23 comentários
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Loucura genética

Como o mais novo visitante de Rapture, você também não deixará de usar os Plasmids e se aproveitar do precioso ADAM. Logo no início do jogo você ganha sua primeira habilidade de ataque, o plasmid “Electro Bolt”. Após ficar alguns instantes inconsciente, seu corpo logo assume características de mutação genética e o plasmid pode ser empregado no combate contra os seres malucos de Rapture. O “Electro Bolt” nada mais é do que uma capacidade de sua mão lançar raios elétricos contra seus oponentes, eletrocutando-os fatalmente.

Outro plasmid que o jogador logo adquire é o “Incinerate” (imagem acima), que, como o nome sugere, dá o poder de lançar fogo da ponta dos dedos, incinerando qualquer um que queira lhe ameaçar. O mais interessante dos plasmids é a combinação de ataques mortais capazes de liquidar inimigos sem disparar um único tiro. Vamos dar um exemplo: assim que um infeliz vier atacá-lo, frite-o com o plasmid adequado para que ele saia correndo até a poça d’água mais próxima (algo comum em ambientes submersos). Quando o oponente se refrescar, use o “Electro bolt” na água para eletrocutá-lo e, finalmente, matá-lo. Essa técnica é mais útil ainda quando há vários inimigos.

É claro que BioShock não deixa de lado as armas convencionais. Levando em conta que o jogo se passa no final da década de 50, podem ser levadas em seu arsenal: uma chave-inglesa (seu primeiro apetrecho no jogo), a velha metralhadora Thompson, uma shotgun básica, um revólver calibre .38, um lança-granadas rústico, uma besta e até uma espécie de lançador de substâncias químicas. O melhor disso é que, sem seguir as tendências atuais, o jogo deixa o protagonista carregar todas as armas, sem ter que optar entre uma ou outra. E como ainda não se fosse o bastante, através de um menu acessado pela tecla Shift, o jogador pode alterar o tipo de munição para cada arma, que desempenham um papel fundamental na hora de massacrar os inimigos. Você pode, por exemplo, equipar sua metralhadora com balas anti-pessoais para ter uma maior eficiência ao matar inimigos tipicamente humanos, ou usar balas perfuradoras para eliminar alvos de metal. Isso não quer dizer, necessariamente, que as balas convencionais não irão causar dano, mas o jogador deve utilizar essa variedade de munição com sabedoria, dependendo do que a situação exige e da disponibilidade do material.

Além disso, o jogo oferece de tempos em tempos uma máquina, que só pode ser utilizada uma vez, capaz de aplicar melhorias a uma arma escolhida por você. Dentre essas melhorias, estão a capacidade de sua metralhadora atirar com mais precisão ou causar mais dano, ou ainda fazer com que a shotgun fique ainda mais destruidora e rápida, dentre outras atualizações. Todas essas melhorias colocam gambiarras estranhas, mas úteis em sua arma, deixando-a ainda mais prática e eficiente.

Em Rapture, por mais avançada que seja, o dinheiro ainda não nasce de árvores. Existem pelo cenário máquinas onde o jogador pode comprar munição, seringas de EVE – outro subproduto do ADAM, que é injetado no corpo humano -, kits médicos, entre outras utilidades. Para comprá-los, é claro, existem as preciosas verdinhas americanas espalhadas pelos ambientes do jogo. O dinheiro pode ser encontrado em escrivaninhas, corpos e caixas registradoras. Depois de ter uma quantia relativamente boa, é só ir a uma dessas máquinas e fazer compras de acordo com seu gosto e de suas necessidades.

Mas este não é o único uso do dinheiro no jogo. Algumas áreas são monitoradas por câmeras ou metralhadoras fixas. No caso das câmeras, uma luz vermelha fica apontada para a área de busca do aparelho. Você pode simplesmente esperar essa luz vermelha se mover e/ou escolher a melhor rota para burlar a área de busca. Porém, o jogador pode optar por hackeá-las e fazer esses úteis aparelhos trabalharem a seu favor, monitorando a área e evitando que inimigos o perturbem. Para tal, você deve correr até o aparelho em funcionamento, apertar a tecla V e iniciar um divertido mini-game, onde você deve descobrir peças e montar um cano de modo que um líquido azulado que corre pela máquina saia na outra extremidade, sem vazar. Se tudo der certo, a câmera, ao menor sinal de ameaças, chamará robozinhos voadores equipados com armas para liquidar qualquer invasor. Agora se você falhar, o aparelho pode soar o alarme contra você e ainda “expulsá-lo”, fazendo com que o protagonista perca um pouco de sua saúde. O mesmo procedimento pode ser aplicado em cofres - que costumam guardar itens precisos -, portas com código, metralhadoras fixas e máquinas de venda. No último caso, o hack apenas causará a diminuição de preços e, dependendo do aparelho, liberar novos itens de venda.

Mas essa gama de possibilidades ainda não para por aí. BioShock ainda oferece mais duas opções para acessar máquinas. Ao optar por hackear o equipamento, um visor irá mostrar o quão difícil o mini-game de hacking será, baseado na quantidade de plasmids, com habilidades para burlar esses sistemas, que o jogador possui. Pode ocorrer de algum desses mini-games serem impossíveis, obrigando o jogador a ter que, então, usar apetrechos chamados de Auto Hack Tools – aparelhos que burlam a trava do equipamento automaticamente – que, é claro, são limitados e complicados de serem encontrados. Por último, há a estranha opção de subornar (exato, você não entendeu errado) o equipamento, para que ele, então, trabalhe ao seu favor. Não pense que os valores exigidos serão camaradas, por isso, não saia por Rapture comprando todos os equipamentos de segurança, ou seu dinheiro não irá durar muito. Por mais útil que seja essa opção seja à você, como alguém poderia empregar um equipamento de segurança capaz de ser subornado?! Não é a toa que Rapture entrou em colapso!

Não seguindo a tendência atual dos shooters e deixar o jogador carregar quantas armas quiser, o jogo também utiliza o sistema de saúde e EVE (o “combustível” dos Plasmids) em barras, que podem ser expandidas mediante o uso de determinadas melhorias.

Quem escreveu? Artur Carsten

Artur Carsten. Em 2001, ocorreu meu primeiro contato com a informática, ainda em um cursinho de informática no colégio. Mais tarde, ganhei meu primeiro computador, um Pentium III 700 MHz, 64 MB de RAM e Windows 98. Comecei a explorar de ponta a ponta tudo que aparecia na tela e aprendi coisas que, alguém da minha idade naquela época, não tinha a menor idéia. Após ter conseguido acessar a Internet pela primeira vez, em uma conexão discada, ficava apenas jogando aqueles games de sites infantis, que mais tarde descobri que não passavam de simples joguinhos feitos em Flash. A partir de 2005, comecei a me interessar por fóruns e me cadastrei em vários. Cheguei a ser moderador global e editor de um grande portal de e-Games, que hoje já está extinto. Tenho um bom conhecimento sobre jogos e GPUs e como passatempo, gosto de produzir notícias e análises sobre os mais variados temas.

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Comentários

Legal o jogo, porém, sou fã, mais que qualquer outro brasileiro, da série Call Of Duty, já virei o Call Of Duty 1, Call Of Duty United Offensive, Call Of Duty 2, Call Of Duty Big Red One, Call Of Duty 3 para PS2 e essa semana vou comprar o Call Of Duty IV, mas acho que não vai rodar aqui no PC, e não quero por nada instalar o Windows no iMac, muito menos no Macbook.

Meu PC: Celeron D 2.2 Ghz, 1024 MB RAM, HD 40 GB interno e 160 GB externo, Vídeo ATi Radeon 9550 128 bits 256 MB.

OBS: Você, escritor do Guia que fez este artigo: Você escreve muito, mas muito bem. Parabéns!

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@Willian Rosa:

Obrigado! É realmente bom ouvir isso! :D

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Não deveria estar no “Guia do PC Games”?

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@Augusto:

O GdP Games foi temporariamente desativado para reformulação. Entre no site e veja por você mesmo!

Abraços! :D

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Gostei da análise, realmente Bioshock é um jogaço!

Só não entendi a nota 9.9 para o enredo, era mais ético colocar logo 10!

PS: Belo texto
PS¹: Esses travamentos que aconteceram provavelmente seriam por causa do processador utilizado no teste seja fraco. Pois terminei esse jogo e nunca tive esse problema.

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Ahh sim… É que não apareceu no RSS. :P rsrs
Mas de toda forma, parabéns pelo review. Apesar de não ler ele todo (por falta de interesse em relação ao jogo) eu vi por cima. ^^

Abraços!

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@Cézar Felício:

Mesmo que o enredo seja perfeito, ele não pareceu merecer um 10 redondo para mim. Sou chato mesmo pra avaliar o enredo. Mas, fica a cargo de quem já jogou definir a nota como um 9.9 ou um verdadeiro 10! :)

Sim, creio que seja o processador mesmo o grande problema dos freezes. Porém, basta procurar na Internet sobre esses congelamentos que você irá encontrar jogadores com máquinas bem mais potentes tendo os mesmos problemas que tive aqui, mesmo utilizando o Patch 1.1… :(

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@tiotuli:

Ah… Desculpe ninha ignorancia sobre o assunto :D

É que eu tenho 2 amigos que jogaram ele também e eles nunca reclamaram de freezes, e também nunca aconteceu comigo…

Valeu e boa noite!

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Li o review todo e é pecado não comentar, muito bem feito e com 10 páginas!!

Primeiro ponto a observar é que a indústria de games poderia trabalhar mais no quesito enredo, pois é só observar os jogos que tiverem review aqui mesmo no Guia, como CoD 4 e Bioshock, os dois jogos com ótimos enredos.
Se quando os jogos fossem criados, o enredo tivesse a mesa importância que os gráficos e a jogabilidade tem, os jogos seriam ainda melhor, pq pra quem joga e se importa com a história, um bom enredo melhora bastante o jogo.

O único ponto fraco que eu achei do jogo é que o quesito shooter não é “tão shooter”. O sistema de tiro usado no jogo não é como os outros jogos essencialmente shooter, pelo menos foi isso que eu achei.

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Não joguei o game ainda, mas não acha afirmativas como:
“…o mais divertido jogo já visto;”
ou
“Nunca um enredo de um jogo para computador foi tão bem elaborado e diversificado;”
muito radical? O game é tão perfeito assim?
Creio que seja muito bom, mas colocá-lo como o mais divertido e com melhor enredo já criados não é exagero?

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@Augusto:

O jogo é excelente nesses quesitos, mas não é totalmente perfeito. :P

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@Augusto

Bioshock realmente é (desculpe a expressão) Foda! No quesito enredo ele é o melhor que já joguei!

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parace bom o jogo vou baixar

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Só lembrando que o único jeito legal de rodar o jogo completo é comprando-o.

Abraços!

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Ah sim: tiotuli, continue com suas reviews excelentes. Coisa de profissional mesmo!

Abraços!

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@Cézar Felício

Sei não kra…
Curti bastante a estória/enredo pelo review daqui, mas cito um monte de jogos com enredos que NA MINHA HUMILDE OPINIÃO são melhores que Bioshock:
Devil May Cry
God of War
Resident Evil
Final Fantasy

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Pessoal do Guia do PC, se vcs utilizam o Wordpress, vc bem que poderiam colocar o plugin Subscribe to Comments aqui neh.
:)
Seria legal acompanhar os comentários que estamos participando por email.
http://txfx.net/code/wordpress/subscribe-to-comments/

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@Augusto

Realmente esses jogos foram bons em enredo também, mas para mim o único que chega perto é RE4.

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Nao gosto de games que fazer eu ter mto med. xD

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Eu tava vendo o video ‘freaky moments’ e é realmente impressionante.
Quanto a qualidade dos gráficos, acho que o fato de o jogo se desenvolver dentro de um ambiente pouco iluminado dá a vantagem de exigir menos em termos de processamento se comparados a cod4 ou crysis, que se desenvolvem em ambientes bem mais complexo.
E o review merece um 10, rsrssrssrsss
abcs

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Cara, parabéns pelo review, muito bem detalhado e explanado, sem ser tendencioso e um texto bem direto.

Nota dez pro seu review ! =D

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o bioshock ta rodando 100% no vista com 1G de memoria ram HD sata de 7200rpm placa de video de 512 8800gt mesmo assim qeuria mais desempenho

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Bioshock é muuito bom!! Mas ainda tem que crescer muito para desafiar Half Life.

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