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Brasil tem a primeira estação fora da Rússia do sistema de localização concorrente do GPS

04 Comentários

Brasil tem a primeira estação de referência do GLONASS fora da Rússia. Um acordo entre o Estado brasileiro e o Estado russo permitiu que a a Universidade de Brasília (UnB) sediasse a estação do sistema de referência para o Sistema de Correção Diferencial e monitoramento do Sistema de Navegação Global por Satélite russo.

GLONASS é o Sistema de Navegação Global por Satélite, desenvolvido em 1976 em plenos tempos de União Soviética, mas caiu em decadência com a queda do império comunista. No governo de Vladimir Putin o sistema ganhou impulso financeiro, tornando-se algo viável, alternativo ao GPS, comandado pelo Departamento de Defesa dos EUA, ao Galileo, da União Europeia e ao Compass, da República Popular da China.

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Com uma estação em solo brasileiro, o sistema ganhará precisão, por ganhar um novo ponto de calibragem. Hoje, o GLONASS tem uma margem de erro de 7 metros. Com novas estações de calibragem e referência espera-se que até 2020 o sistema de posicionamento consiga precisão de 1 metro. Espera-se que mais 30 estações sejam instaladas pelo mundo.

A alternativa russa ao GPS está sendo muito bem vista pelo mundo tecnológico. Apple, Samsung, Sony, Motorola, Nokia e outras já colocaram no mercado smartphones compatíveis com o sistema da Rússia. A vantagem é que trabalhando em conjunto com o GPS, pode-se ganhar mais precisão, por contar com mais satélites a disposição. Veja o vídeo da Qualcomm sobre o assunto:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=gB9pXInwh3k&w=600&h=338]

Além disso, pode-se ganhar independência tecnológica. Não é incomum os EUA desativarem o sistema GPS em certas regiões, para permitir incursões militares. A consequência é que toda a região pode ficar com o sistema de localização comprometido, incluindo as funções civis. Com o GLONASS, ninguém ficaria refém do Departamento de Defesa estadunidense.

Com informações de AEB.

sobre o autor
"Tem vinte e poucos anos. É ex-graduando de Ciências da Computação e bacharel em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Já foi bolsista de informática jurídica e participantes de projetos relacionados, como BuscaLegis e Governo Eletrônico. É um grande entusiasta de software livre e blogueiro por gosto."
  • Ramires

    Pensando pateticamente em teorias de conspiração, isso é o mesmo que deixar o monopolio da MS e entrar no do Google.

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  • Samuel

    o Brasil é como uma peça de leilão o que der mais vantagem ele ta vendendo, não tem bandeira nem amor próprio (a russia e a india queriam fazer o SU-47) no Brasil com total parceria de conhecimento, os americanos ofereceram umas vantagens e o Brasil abriu ar perna regeitando o projeto russo!

    hoje esse avião ja esta pronto e nós aqui comprando uns rafale vagabundo.

    só quero ver se os recursos deles acabarem como defenderemos os recursos naturais do pais.

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    • Ramires

      “Defender recursos naturais”…

      Hahaha, ufanismo puro, digno do pensamento do seculo 20 socialista-esquerdista-militarista….

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  • ricardo

    Monopólios são prejudiciais e novas alternativas são sempre bem vindas.

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